Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

17
Jun 18

Hoje todos juntos em Sarzedas do Vasco, no largo da fonte de baixo.

Quase todos os moradores.

Alguns sarzedenses, não residentes.

Alguns descendentes.

Passa um ano sobre o trágico fogo de 17 de junho de 2017.

Fogo como nunca se viu.

O pior que tinhamos tido, foi no final dos anos sessenta, uns nove ou dez focos de incendios no mesmo dia, os cerca de 100 habitantes à época facilmente dominaram.

O ano passado não foi assim.

Consumiu tudo por onde passou.

Ninguém lhe pode fazer frente.

Vitimou cinco dos nossos.

No conjunto com Sarzedas de S. Pedro e Balsa foram 11.

O 11 parece ser numero fatídico. Mas só Nodeirinho "conta".

É sobretudo pelos nossos que aqui estivemos.

Recordá-los, dizermos que temos pena que nos tenham deixado.

Não havia arco de S. João na fonte. Ainda não é S. João!.

A Natalinha e a Fátima tiveram a ideia.

Ficou, no poial da fonte, uma escultura simbólica, alusiva aos que partiram.

A Fátima leu uma prece, repositora de alguma paz.

Para todos os presentes e eventualmente alguns que gostaria de estar mas não puderam.

Os outros, afinal não fizeram falta, tal como as TVs.

 

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publicado por Sir do Vasco às 22:23

5 comentários:
Neste dia 17 de junho-2018 não estive lá. Estive sim, no mesmo dia 17 de junho, mas de 2017. Também a fonte não tinha arco... Recordo uma hora de conversa com a Maria Helena e o Zé que, passadas umas horas, viriam a perecer na tragédia. Paz às suas almas!
Manuel Tomaz a 18 de Junho de 2018 às 10:09

17 junho de 2017, que tarde e noite trágicas! Que descansem em paz todos os que faleceram nessa data, mas os nossos vizinhos e amigos Maria Helena, Zé e Anabela ficarão para sempre nas nossas memórias.
Eu num automóvel com a minha mãe, tios Aurora e Salvador, a vizinha D.Fernanda Ribeiro e outra senhora de que não sei sequer o nome, salvámo-nos com muita dificuldade e creio com proteção divina!
Toda a devastação que percorreu estas aldeias deixaram marcas que são difíceis de arrancar, por isso era muito difícil para mim voltar aos mesmos lugares exatamente 1 ano depois. Fui lá com a família, no dia 13 de junho, data em que os meus tios Aurora e Manuel , fizeram 64 anos de casados, mas infelizmente não pudémos ver a sua casa reconstruída e com a saúde muito fragilizada que apresentam, não regressarão concerteza.
A desertificação é uma realidade, mas de qualquer modo ainda sonho com alguma revitalização da aldeia, caso haja gente nova que se queira/ possa fixar!!
Anónimo a 19 de Junho de 2018 às 12:59

Peço desculpa de o Post não estar concluído. Agora está mais completo.

Uma boa homenagem! Que no futuro as nossas memórias não esqueçam...
Manuel Tomaz a 21 de Junho de 2018 às 19:54

Rosa Maria, tal como previas a Aurora e o Manuel não regressaram à sua casa na Sarzedas de Vasco. O Manuel faleceu há um mês e a casa deles continua por acabar. Foi bom teres organizado aquela "festinha" do seu 64º aniversário do casamento (13 de junho).
Manuel Tomaz a 1 de Setembro de 2018 às 11:20

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