Assim de faziam tábuas antigamente. Isto é uma escultura representativa da profissão de serrador. O tronco que está do lado esquerdo com dois apoios chama-se "burra". O do lado direito é apoiado em dois "pontaletes". É este tronco que se corta em tábuas. O serrador que está por baixo trabalha de joelhos e deverá usar boina ou chapéu para que não lhe caia serradura nos olhos. O tronco a serrar era atado com uma corda ao "focinho" da "burra" para que não saisse do sítio. Este tronco era previamente aparelhado com machado de modo a perder a forma cilindrica e ficar mais prismático. Também eram marcadas as linhas de serragem com um fio molhado em ocre diluido, esticado de ponta a ponta, um pequeno esticão no meio da corda e ficava marcada a linha. Ainda me lembro de ver o meu avô Zé Simões, do Casal d'Além, a trabalhar nisto, na Sarzedas do Vasco, com o Ti João Carvalho (sacristão) do Vitoiral (agora mais conhecido por Souto Fundeiro). Onde eu gostaria de ter estado era na posição do serrador superior, mas nunca me deixaram. Não era fácil, o equilibrio em cima do toro ao mesmo tempo que tinha de se puxar e empurrar a serra. Curiosamente guardo a serra que foi do meu avô, como uma relíquia. Até gostaria de a ver exposta, quando for criado o museu rural de Padrógão Grande, visto que ele era deste concelho...!!!!!!!!!??????


