Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

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Jul 22

O Sacristão é o homem (sagrado cristão) que normalmente ajuda o Padre à missa, alem de outras tarefas dentro duma igreja, como tocar o sino. Actualmente sobretudo nas zonas urbanas quase não se nota a presença do sacristão, há os acólitos, os diáconos, os subdiáconos, etc. Tarefa antigamente, reservada aos homens pode hoje ser feita por mulher que nesse caso será sacristã.

Hoje ao entrar na igreja de Nossa Sra. De Fátima no Entroncamento, reparei nas escadas cheias, mal varridas, de arroz colorido (aparentemente). Ontem deve ter havido casamento.

Sendo “o casamento” tal como “o batizado” motivo de alegria para quem os celebra e para a Igreja, usou-se demonstra isso de vários modos. Sendo um desses hábitos, nos casamento, através do lançamento de pétalas de flores coloridas sobre os noivos. Há alguns anos para  cá tornou também habitual atirar arroz. Nunca gostei muito de ver tal ato porque sentindo-me na posição dos noivos acho que deve ser absolutamente incómodo. Quando casei, felizmente não me fizeram essa maldade. O arroz como símbolo de fertilidade parece ter sido importado da China. Ao contrário, umas boas mãos cheias de pétalas coloridas espalhadas no ar dão muita vida e transmitem alegria. Opiniões!

Como ando desfasado no tempo em muitas coisas, também  nesta do arroz colorido para casamentos, estava de fora. Não imaginava que se vendia este produto.

Antigamente havia arroz, havia batatas… depois passou a haver arroz carolino e arroz agulha. Agora como qualquer alimento poder ser transformado geneticamente, ou posteriormente em fábrica, temos arroz:

Arroz arbóreo.

Arroz basmati.

Arroz selvagem.

Arroz de sushi.

Arroz carolino.

Arroz preto.

Arroz agulha.

Arroz integral.

E se calhar há mais… Cada um come do que gosta!

Mas voltando às formas de expressar alegria por um casamento, uma delas era o toque do sino feito pelo sacristão.

Para quem não sabe, existiam formas diferentes de tocar o sino. Ao contrário das igrejas urbanas, nas zonas rurais ainda se houve tocar o sino a chamar o povo. Aquele toque mais comum é para a missa, um toque normal, sério, nem triste nem alegre, com regras e tempo definidos.

Se o sino toca lento “molengão” intercalando o som do sino de timbre fino com um de timbre forte, isso chamam-se “sinais” significa que alguém morreu. Toca-se com vezes e tempos definidos, sendo três vezes para homem e duas para mulher. Também se tocava quando o  funeral saía da igreja.

Se o sino toca a repique de modo rápido e desordenado, tipo o que importa é tocar alto e muito, é sinal de ”venham todos” ou há fogo ou qualquer outro acontecimento que requer o ajuntamento da população.

Se os sinos repicam de modo ordenado mas rápido, intercalando o timbre fino com timbre forte é sinal de festa. Quando a procissão está a sair ou a chegar á igreja ou depois de casamento ou baptizado. Sem tempo nem  vezes definidas.

Quando o toque se devia a casamento ou baptizado o  sacristão decidia  o tempo que tocava o sino, podendo ser de dois ou três minutos até dez ou quinze, diziam que conforme a gorjeta que lhe davam era pequena ou grande

publicado por Sir do Vasco às 12:18

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