Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

04
Jul 20

post em construção

Hoje no programa ALTA DEFINIÇÃO foi entrevistado NEL MONTEIRO

Sem esconder o seu passado, falou de si e como outros demonstrou que só com trabalho se atinge o sucesso. Comeu o pão que o diabo amassou. A mãe estava internada e o pai ia trabalhar a semana inteira.  Ele ficava sozinho em casa e na rua e nos vizinhos, comia o que pedia e o que lhe davam.

As gerações dos vinte, trinta e mesmo quarenta anos, que só aprenderam a pedir à família e ao Governo, deviam ver isto e refletirem sobre tudo o que lhes foi dado e a que eles não dão valor.

Muitos defensores do 25 de Abril só sabem falar da liberdade que tivemos a partir desse dia. Afinal tivemos liberdade politica. Mas será que essa liberdade compensa tudo o resto? Será que somos absolutamente livres hoje em dia ou temos outros tipos de subjugação ao poder ou aos poderes instalados? Bom seja como seja o pós 25 de Abril veio trazer ás pessoas muitas coisas boas. Pouco a pouco as condições de vida alteraram-se para melhor. É melhor viver hoje do que em 1974 ou antes. Mas muitos dos “Blá Blá Blá, 25 de Abril, liberdade, direitos, etc. etc.” não sabem nem imaginam como era viver, nessa época ou antes, sobretudo no país real onde era preciso trabalhar para produzir o que se viria a comer. E quem não trabalhava ou não tinha terras onde pudesse produzir, não teria que comer. Ainda assim alguém com trinta anos de idade actualmente poderá imaginar com seria a sua vida se tivesse que comer couves galegas cortadas como se fossem para as galinhas, com um fio de azeite e eventualmente meia dúzia de feijões secos misturados? E se tivessem feijões ou batatas cortadas miudinhas já era manjar dos deuses. Não. não sabem e nem querem saber. Mas era assim. As pessoas eram vegetarianas à força. Por isso valiam-se do que tinham à mão e não era crime caçar passarinhos, coelhos, ouriços cacheiros, texugos e tudo o que pudesse ser comestível. Mas também porque coloco eu esta questão? Afinal aparece alguém que me pergunta: E é mau como vivemos hoje? E eu tenho que responder. Não, não é mau. Mas na verdade custa ver pessoas que não sabem que as galinhas podem por ovos mesmo sem terem galo mas sabem e acham natural estragar, esbanjar, seja comida seja vestuário, seja utensílios de vária ordem. Também não sabem o que são couves galegas nem como se cortam couves para as galinhas. As galinhas são criadas em aviário e comem ração. E todo e qualquer cidadão que queira criar galinhas ou outros animais para a alimentação em sua casa, é reprimido e contrariado por várias condicionantes governamentais.

 

Mesmo nas cidades ou na vilas onde a mentalidade aldeã desaparecia e as pessoas viviam aparentemente melhor, embora algumas tivessem mais dificuldades do que alguns aldeãos. Alguém de nova geração pode imaginar um empregado de escritório que usava o mesmo casaco durante 365 dias? Eventualmente duas gravatas e duas camisas, alternadas semana sim semana não. Pois! Era assim. Um casaco de homem não se lavava. Nunca ouviram falar de cera na gola do casaco? Às vezes até brilhava.

Depois de saborear uma boa e apetitosa refeição, quem limpa o fundo do prato com pão e o come? Antigamente ninguém deixava restos de comida no prato. Actualmente deixa-se comida no prato porque é bonito, porque há fartura ou por qual razão? Afinal ainda há gente no mundo que não tem o essencial. Porque não se ensinam as crianças a serem poupadas, digo no sentido racional, o que está no prato é para comer. Se não quero muito, não encho muito o prato, tiro menos e se quiser mais, repito. Mas não fica resto no prato.

Quem costuma frequentar os novos restaurantes buffet pode assistir à goludisse ou ganancia de algumas pessoas a encher o prato e deixar ficar restos de comida no fim. Mas porquê? Num sitio onde existe liberdade de serviço? Alguns restaurantes julgaram por bem cobrar os restos a quem não os comer. Acho muito bem.

Não escrevo com saudosismo, até porque nunca passei fome e nunca andei descalço. Mas lembro-me que na escola primária a professora não queria meninos descalços. E lembro-me que um certo colega levava as botas quase só com o cano no tornozelo. A sola da bota desaparecera e grande parte da planta do pé assentava no chão. Assim tinha botas e não ia descalço. As botas é que não tinham sola.

Acreditem se quiserem, mas não têm o direito de me desmentir.

Como diria Raul Solnado “façam favor de ser felizes”.

publicado por Sir do Vasco às 23:20

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