Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

02
Nov 14

AO LONGO DOS TEMPOS 

Desde os primeiros tempos da cristandade começou a ser hábito visitar os túmulos e rezar pelos cristão falecidos, especialmente os que foram martirizados. No séc. V a Igreja dedicava um dia por ano para rezar pelos mortos. Vários papas continuaram esse hábito, mas somente no séc. XIII esse dia passou a ser instituído, sendo a 2 de Novembro por se seguir ao dia de Todos-os-Santos.

O ajeitamento, limpeza e enfeite  de campas e túmulos é apenas uma exteriorização de saudade que segundo algumas teorias sensibiliza os espíritos. Para algumas pessoas não passa de um compromisso social e protocolar assistindo-se por vezes a situações de desespero, cobrança e até acusações. Em paralelo faz-se algum comércio porventura com certa exploração daqueles que acreditam mais no valor do pó que é o corpo, neste caso o defunto, do que no valor do espirito ao qual pertenceu o dito corpo. A alma não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar.

 

Hoje 2 de Novembro tive intensão de assistir à missa aqui perto no Cardal, como acontece em muitos outros domingos, especialmente quando preciso de fazer algo ou de sair dado que o horário é mais cedo. Ao chegar ao fundo do adro reparo ao longe que a igreja estava fechada. Uma senhora de idade sentada no degrau com uma bengala ao colo respondeu-me com voz trémula "A missa é no cemitério". Não é inédita esta situação aqui na zona. No Entroncamento, quando o dia de finados calha de semana passou a certa altura, a missa a ser no cemitério, mas ao domingo sempre houve uma missa na igreja.

Há cinquenta anos atrás na Sarzedas de S. Pedro, em dia de Todos-os-Santos, porque era dia santo, rezava-se missa na capela como em qualquer domingo. Ou depois da missa ou ao longo do dia, conforme melhor jeito, muitas pessoas deslocavam-se  ao cemitério para limpar e enfeitar as campas e jazigos dos seus antepassados.

No dia seguinte, ou seja dia de Finados ou Fieis Defuntos a missa de novo era celebrada na capela e seguia-se a romagem ao cemitério como se de um funeral se tratasse ou seja em procissão devidamente organizada.

publicado por Sir do Vasco às 19:28

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