Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

08
Jul 15

linita076.jpg

 

 

 

Familiarmente conhecida por Linita, prima Lina, Maria Aline Rosa Simões, faleceu ontem.

Trabalhou nas Finanças em Tomar e Coimbra, enquanto "correu" atrás da licenciatura em Ciencias Geográficas. Tanto quanto conheço terá sido a primeira pessoa (eventualmemete a segunda??) licenciada, que nasceu em Sarzedas do Vasco.

Dedicou depois a sua vida ao ensino, tendo fixado residencia há vários anos em Leiria. Aqui faleceu numa clinica privada, depois de alguns meses de algum sofrimento.

O avô dela era meu tio bisavô, sendo portanto sua mâe prima direita de meus avòs maternos.

Pessoa por quem tinha muita estima. Estou sentido pelo acontecimento.

Paz à sua alma!

publicado por Sir do Vasco às 09:24

29
Mar 15

Diziam os antigos que quando chovia em Domingo de Ramos era bom sinal, daí o ditado "Ramos molhados anos melhorados". Hoje domingo de Ramos não choveu, vamos contudo, desejar que o ano seja bom.

Mais uma vez recordamos com nostalgia a benção dos Ramos na Sarzedas de S. Pedro. O cheiro a louro e alecrim que pairava no ar, ramos enormes com três ou quatros metros de altura a tocar nos candeeiros da capela, enormes pernadas de loureiros com alguns ramos de oliveira e alecrim atados. Um lirio ou uma camélia a enfeitar faziam a cobiça de quem não os tinha. 

Hoje, aqui no Ribatejo norte, estivemos presentes  numa das cerimónias da Benção dos Ramos. Quase todos levavam uns raminhos envergonhados com 15 ou 20 centimetros de comprimento, ramos de oliveira, alecrim ou de outra planta qualquer. Apenas uma pessoa levava um ramito de louro.

O que importa é o significado.

As Escrituras falam-nos de ramos de  OLIVEIRA  e PALMEIRA com que saudaram Jesus Cristo quando entrou em Jerusalém.

Já na antiguidade a oliveira  oliveira-1.jpgera sagrada para a deusa Atena e com uma coroa de oliveira era presenteado o vencedor de Jogos Olímpicos. As portas e os pilares do Templo de Salomão eram feitos de madeira de oliveira e o seu óleo era utilizado em cerimônias de consagração aos sacerdotes judeus.

 

A palmeira, no Egito antigo, era associada a Osíris e era símbolo de união com Ísis. Quando Jesus Cristo entrou em Jerusalém, a multidão saudou-o  com folhas de palmeira. Ela é o símbolo da vitória de Cristo sobre a morte.  As folhas de palmeira eram utilizadas em funerais, representando assim a vida após a morte. 

O loureiro, em Roma, era o símbolo de Apolo, pois representava a vitória, a glória e as recompensas. Os romanos acreditavam que os ramos e folhas de louro protegiam contra os relâmpagos, quem os utilizavam.  (Antigamente na Sarzedas quando trovejava, punha-se o resto do madeiro de Natal a arder um pouco na fogueira e quando já estava em brasa, colocava-se na soleira da porta com uma cruz de louro, do dia de Ramos, em cima, a qual ia ardendo devagar, para afastar a trovoada, é claro que enquanto estas etapas se desenrolavam todas, a trovoada já tinha afastado)

louroOs sacerdotes romanos utilizavam os ramos para borrifar água ou sangue de sacrifícios nas cerimônias nos Templos, e aí deu origem à tradição cristã de borrifar com a água benta em algumas cerimónias.
Os gregos acreditavam que as folhas de louro davam o dom da poesia e da profecia.
Em Atenas, a coroa de louros e de oliveira era símbolo de distinção e glória. Apesar de não ter valor material, a coroa tinha um significado muito especial para os atletas 

 

alecrim.jpgO alecrim era queimado nos santuários da Grécia antiga e o seu fumo era utilizado na idade média para desinfectar e afastar maus espíritos. Nas escolas gregas eram usadas auréolas de alecrim nas cabeças das crianças para melhorar nos exames.

Os gregos denominavam o alecrim  “flor por excelência”, e dela se serviam para tecer suas coroas, que utilizavam em  certas ocasião festivas.

 Em muitas regiões de Portugal substitui a palma e a oliveira na festa religiosa do Dia de Ramos.

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 22:53

23
Nov 14

NO PRINCIPIO DOS ANOS SESSENTA NA FONTE VELHA.

NOTA-SE UMA MACIEIRA REINETA  QUE ALI EXISTIA E MILHO POR DETRÁS DOS AVÓS DOMINGOS EIRAS E CONCEIÇÃO EIRAS.

A SEGUNDA IMAGEM MOSTRA O MESMO LOCAL ARRANJADO. ONDE HAVIA A MACIEIRA EXISTIAM VIDEIRAS EM 2007.

 

avós

Fontvelha final

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 19:43

 

OS MESMOS ARTISTAS

EM  CASTANHEIRA DE PERA

1962 NO JARDIM

 

 2012 JUNTO À PRAIA DAS ROCAS

 

1962

 

DO ZÉ CARLOS3

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 19:35

 

Na impossibilidade de ter uma foto antiga do largo da fonte de baixo, resolvi reproduzir em tela a imagem que guardo daquele local nos anos sessenta do séc. XX.

Não posso garantir a total fidelidade de alguns pormenores, mas a vista geral era muito próximo do que apresento a seguir:

A larg fonte

 Aqui vê-se o aspeto atual do mesmo sítio:

fundo da rua (1)

 

publicado por Sir do Vasco às 18:56

20
Nov 14

 

ANDAM POR AÍ A ASSASSINAR CASTANHAS

Ora com uma facada profunda pelas costa

 

castanha

Ora sendo mais de raspão

castanha (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

Ora totalmente desventrada pela barriga

castanhas

 ou pelo rabo

castanhas (1)

 

PORQUÊ? 

Perguntamos nós?

 

Tudo isso é mecadologia se quisermos falar português ou marketing se usarmos linguagem mais "up". 

Todos os cortes  deste tipo, que possam fazer às castanhas, apenas as estraga e dificulta o descasque, Depois de assada tende a partir-se.

Afinal, inicialmente, as castanhas levavam um pequeno corte quando iam a assar para que não rebentassem. Simplesmente para que não rebentassem. Isto quando eram assadas em assador, em cima da trempe na fogueira da cozinha.  O assador era, geralmente,  uma panela de aluminio ou outro metal com vários furos no fundo  e aguentava com o rebentamento.  Mas quando uma castanha rebentava era como um petardo e isso era incómodo dentro da cozinha.

Qundo se fazia um magusto na rua, ( já publicamos um post sobre isso) em que as castanhas eram assadas com agulha de pinheiro, (na Sarzedas "não havia" caruma!!!???) não se cortavam. Algumas rebentavam durante a queima o que tornava o convívio mais animado.

Portanto propomos que moseguem assim:

castanha (4)

 ou ainda, para facilitar o descasque depois de assada:

castanha (5)

de qualquer forma retirando apenas a casca.

Bons magustos!

publicado por Sir do Vasco às 23:16

06
Nov 14

AS FOTOS ANTIGAS QUE SE SEGUEM FORAM CEDIDAS PELO SR. MANUEL TOMAZ. A 2ª E 3ª FORAM TIRADAS PELOS SR. SALVADOR TOMAZ.

OS NOSSOS AGRADECIMENTOS.

 

C:\Documents and Settings\Eiras\Os meus documentos

A menina sentada do nosso lado esquerdo, com saia escura, na primeira foto, e a Sra. de pé com casaco escuro na segunda foto, são a mesma pessoa, tendo sido a mãe do Sr. Manuel Tomaz  e de seus irmãos e irmâ.

 

C:\Documents and Settings\Eiras\Os meus documentos

 

 

C:\Documents and Settings\Eiras\Os meus documentos

Algumas pessoas, naturalmente já desaparecidas, no entanto e felizmente ainda, outras se podem rever nestas fotos. Vamos esperar que alguém queira enviar-nos alguma proposta de identificação das mesmas.

 

publicado por Sir do Vasco às 00:47

02
Nov 14

 

 

A pessoa que se vê na primeira foto é a prima Ermelinda. Foi cedida pela prima Fátima Henriques, à qual estou sinceramente agradecido.

bi fonte1

 A foto que segue deve ser de 1960 e nela estou eu com o primo João Bernardo. Foi tirada pelo pai dele Júlio Bernardo

casa da avó

Nesta foto que mostra a casa onde viveu o trisavô Manuel da Eira e que pertence agora ao primo José Adrião, estão os meus filhos, talvez há 28 anos.

bi manel da eira

 Agora a fonte velha, antes e depois da restauração.

fonte velha

Por último, desta série, uma de 1962, quando ainda existiam latadas nas ruas, na Sarzedas e em muitos outras aldeias. Foi em dia de festa de S. Pedro como depreende.

fogaçaa

 

 

publicado por Sir do Vasco às 23:31

Apresentamos algumas fotos antigas em comparação com os mesmos locais atualmente.

As fotos antigas foram cedidas pelo Sr. Manuel Tomaz, tendo sido tiradas pelo seu irmão Sr. Salvador Tomaz. Por tal deixamos aqui o nosso sincero agradecimento.

As duas primeiras serão mais recentes, sendo a última, com um grupo de pessoas tirada em 1946. Nesta pode ver-se um rapazinho com nove anos à época, é o Sr. Manuel Tomaz. Foi Há 68 anos.

 

 

bi fonte

fondo da rua anos 60

bi serrado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 22:55

AO LONGO DOS TEMPOS 

Desde os primeiros tempos da cristandade começou a ser hábito visitar os túmulos e rezar pelos cristão falecidos, especialmente os que foram martirizados. No séc. V a Igreja dedicava um dia por ano para rezar pelos mortos. Vários papas continuaram esse hábito, mas somente no séc. XIII esse dia passou a ser instituído, sendo a 2 de Novembro por se seguir ao dia de Todos-os-Santos.

O ajeitamento, limpeza e enfeite  de campas e túmulos é apenas uma exteriorização de saudade que segundo algumas teorias sensibiliza os espíritos. Para algumas pessoas não passa de um compromisso social e protocolar assistindo-se por vezes a situações de desespero, cobrança e até acusações. Em paralelo faz-se algum comércio porventura com certa exploração daqueles que acreditam mais no valor do pó que é o corpo, neste caso o defunto, do que no valor do espirito ao qual pertenceu o dito corpo. A alma não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar.

 

Hoje 2 de Novembro tive intensão de assistir à missa aqui perto no Cardal, como acontece em muitos outros domingos, especialmente quando preciso de fazer algo ou de sair dado que o horário é mais cedo. Ao chegar ao fundo do adro reparo ao longe que a igreja estava fechada. Uma senhora de idade sentada no degrau com uma bengala ao colo respondeu-me com voz trémula "A missa é no cemitério". Não é inédita esta situação aqui na zona. No Entroncamento, quando o dia de finados calha de semana passou a certa altura, a missa a ser no cemitério, mas ao domingo sempre houve uma missa na igreja.

Há cinquenta anos atrás na Sarzedas de S. Pedro, em dia de Todos-os-Santos, porque era dia santo, rezava-se missa na capela como em qualquer domingo. Ou depois da missa ou ao longo do dia, conforme melhor jeito, muitas pessoas deslocavam-se  ao cemitério para limpar e enfeitar as campas e jazigos dos seus antepassados.

No dia seguinte, ou seja dia de Finados ou Fieis Defuntos a missa de novo era celebrada na capela e seguia-se a romagem ao cemitério como se de um funeral se tratasse ou seja em procissão devidamente organizada.

publicado por Sir do Vasco às 19:28

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