Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

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Dez 08

 

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
 
Já antes de Cristo nascer, o homem, se ligava  à terra para o bem e para o mal, pela Terra, pelo Sol, pela chuva. Pelos elementos da natureza sentia-se ligado a Deus, aos seus deuses. Fazia festas, praticava ritos.
Desde a antiguidade que se atribui ao Sol um poder terapêutico e mágico. Os fieis tratavam os seus males por feitiços solares, enquanto se expunham aos seus raios benéficos.
Os adoradores do Sol remontam às épocas mais antigas da História da humanidade, ou adoravam o Sol ou os seus deuses inspirados no Sol.
Esses cultos profanos são inclusivamente denunciados nas Escrituras:
"Estavam à entrada do Templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de 25 homens de costas para o templo do Senhor, com os rostos para o oriente; e eles adoravam o sol virados para o oriente."Ezequiel 8.16
Os dia 24 e 25 de Dezembro foram dias de celebrações importantes em algumas civilizações primitivas, como o queimar do deus velho, o nascimento do deus novo, o nascimento do sol invencível, no nascimento do novo sol,
As festas pagãs do solstício do Inverno, tinham vários costumes como grandes banquetes, a folia, a troca de presentes, os círios acesos, as achas de madeira, os enfeites e as árvores.  
A influência do maniqueísmo, ( Maniqueu, persa séc. III ) que identificava o Filho de Deus com o sol físico, proporcionou aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, o pretexto necessário para chamar á sua festividade pagã de 25 de Dezembro o dia de nascimento do «filho de Deus»". (in Enciclopédica de Conhecimentos Religiosos. Schaff - Heazog)
No ano 336 D.C., o Imperador Romano Constantino I alterou os motivos das grandes festas do solstício e passou a ser comemorado o nascimento de Cristo, o salvador da humanidade, em vez do nascimento do sol, na data fixa de 25 de Dezembro. A partir de então Roma e todo o seu vasto império abraçam o Cristianismo o que deixa profundas marcas no futuro de toda a civilização ocidental.
 
 MADEIRO DE NATAL
 
O Madeiro de Natal é uma tradição beirã.
sempre semelhante, mas com tradições próprias de   terra em terra, no largo principal, não um, mas vários madeiros são acesos. É Inverno e o calorzinho bom do fogo aquece as pessoas e dá-lhes uma alegria especial. as conversas, as risadas e os petiscos fazem com que todos se sintam mais irmãos, mais amigos uns dos outros. E essa é a intenção desta festa tradicional.
Há aldeias e vilas onde o tronco começa a arder na véspera do dia de Natal e só acaba no Dia de Reis!
 
Na Sarzedas do Vasco era usual na véspera de Natal ser colocado a arder na lareira, um madeiro. De boa madeira, isto é, que não se consumisse pelas chamas rapidamente, mas que fosse ardendo lentamente durante toda a época natalícia. Diziam às crianças que depois da meia noite, quando todos se iam deitar, viria o Menino Jesus trazer as prendas e se aquecia nele.
 
 Era o madeiro de Natal!
 
Quando estava quase todo ardido e já restava pouco, era guardado até ao próximo Natal. Durante o ano, sempre que havia uma trovoada forte, chegava-se esse resto de madeiro ao lume até que entrasse em brasa, colocava-se depois entre a porta de entrada (na soleira da porta) com uma cruz de alecrim em cima, que ia deitando fumo antes de entrar em combustão.
Diziam que afastava a trovoada!
 
publicado por Sir do Vasco às 19:51

2 comentários:
Armando,
Fiquei extremamente satisfeito quando, por mero acaso e sem saber porquê introduzi no google sarzedas do vasco ", e me apareceu algo relacionado com a "terra" de que tanto gosto.
Fiquei expectante sobre quem se interessaria sobre este pequeno lugar. Foi com grande surpresa e ainda maior alegria que descobri que eras tu, amigo de longa data. Tinha de ser um sarzedense !
Sempre tive curiosidade em saber mais sobre a nossa terra, as suas origens, os antepassados, forma de vida eventualm / pormenores desconhecidos) e até as histórias antigas (algumas fui conhecendo através dos residentes mais antigos).
Fico muito satisfeito que pretendas divulgar histórias, tradições, usos e costumes da nossa terra. Incentivo-te a fazê-lo e podes contar com um leitor atento e muito interessado no teu blog.
Um abraço amigo
Jorge Dinis
Jorge Dinis a 7 de Janeiro de 2009 às 13:02

Olá Jorge!
Obrigado pelo comentário, pelo gosto que também tens pela nossa Terra e pelo incentivo que dás.
Eu não domino muito bem estas tecnologias e por tal isto vai andando devagar.
Quando posso e me lembro de qualquer coisa que venha a propósito lá vou colocando mais um post .

Podes ver também fotos em:
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Olá Jorge! <BR>Obrigado pelo comentário, pelo gosto que também tens pela nossa Terra e pelo incentivo que dás. <BR>Eu não domino muito bem estas tecnologias e por tal isto vai andando devagar. <BR>Quando posso e me lembro de qualquer coisa que venha a propósito lá vou colocando mais um post . <BR><BR>Podes ver também fotos em: <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ fotos.sapo.pt sirdovasco <BR>e em: http :/ www.panoramio.com user /572301 <BR><BR>No panorâmico por sinal coloquei há pouco umas que se as vires vais-te reconhecer apesar de eu ter tapado a cara de todos, excepto a minha. São da Ribeira. É uma pena o abandono a que aquele espaço foi deixado! <BR>Podes ver tb no Google Earth . <BR>Se quiseres contacta através do mail deste blog. <BR>Um abraço.
Armando
Sir do Vasco a 8 de Janeiro de 2009 às 22:39

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