Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

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Mar 15

Diziam os antigos que quando chovia em Domingo de Ramos era bom sinal, daí o ditado "Ramos molhados anos melhorados". Hoje domingo de Ramos não choveu, vamos contudo, desejar que o ano seja bom.

Mais uma vez recordamos com nostalgia a benção dos Ramos na Sarzedas de S. Pedro. O cheiro a louro e alecrim que pairava no ar, ramos enormes com três ou quatros metros de altura a tocar nos candeeiros da capela, enormes pernadas de loureiros com alguns ramos de oliveira e alecrim atados. Um lirio ou uma camélia a enfeitar faziam a cobiça de quem não os tinha. 

Hoje, aqui no Ribatejo norte, estivemos presentes  numa das cerimónias da Benção dos Ramos. Quase todos levavam uns raminhos envergonhados com 15 ou 20 centimetros de comprimento, ramos de oliveira, alecrim ou de outra planta qualquer. Apenas uma pessoa levava um ramito de louro.

O que importa é o significado.

As Escrituras falam-nos de ramos de  OLIVEIRA  e PALMEIRA com que saudaram Jesus Cristo quando entrou em Jerusalém.

Já na antiguidade a oliveira  oliveira-1.jpgera sagrada para a deusa Atena e com uma coroa de oliveira era presenteado o vencedor de Jogos Olímpicos. As portas e os pilares do Templo de Salomão eram feitos de madeira de oliveira e o seu óleo era utilizado em cerimônias de consagração aos sacerdotes judeus.

 

A palmeira, no Egito antigo, era associada a Osíris e era símbolo de união com Ísis. Quando Jesus Cristo entrou em Jerusalém, a multidão saudou-o  com folhas de palmeira. Ela é o símbolo da vitória de Cristo sobre a morte.  As folhas de palmeira eram utilizadas em funerais, representando assim a vida após a morte. 

O loureiro, em Roma, era o símbolo de Apolo, pois representava a vitória, a glória e as recompensas. Os romanos acreditavam que os ramos e folhas de louro protegiam contra os relâmpagos, quem os utilizavam.  (Antigamente na Sarzedas quando trovejava, punha-se o resto do madeiro de Natal a arder um pouco na fogueira e quando já estava em brasa, colocava-se na soleira da porta com uma cruz de louro, do dia de Ramos, em cima, a qual ia ardendo devagar, para afastar a trovoada, é claro que enquanto estas etapas se desenrolavam todas, a trovoada já tinha afastado)

louroOs sacerdotes romanos utilizavam os ramos para borrifar água ou sangue de sacrifícios nas cerimônias nos Templos, e aí deu origem à tradição cristã de borrifar com a água benta em algumas cerimónias.
Os gregos acreditavam que as folhas de louro davam o dom da poesia e da profecia.
Em Atenas, a coroa de louros e de oliveira era símbolo de distinção e glória. Apesar de não ter valor material, a coroa tinha um significado muito especial para os atletas 

 

alecrim.jpgO alecrim era queimado nos santuários da Grécia antiga e o seu fumo era utilizado na idade média para desinfectar e afastar maus espíritos. Nas escolas gregas eram usadas auréolas de alecrim nas cabeças das crianças para melhorar nos exames.

Os gregos denominavam o alecrim  “flor por excelência”, e dela se serviam para tecer suas coroas, que utilizavam em  certas ocasião festivas.

 Em muitas regiões de Portugal substitui a palma e a oliveira na festa religiosa do Dia de Ramos.

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 22:53

1 comentário:
No meu tempo na Sarzedas, não era na capela de São Pedro a bênção dos Ramos. Era em Vila Facaia. A distancia era maior, mas isso não constituía qualquer sacrifício para nós. Era com um enorme prazer que carregávamos o grande ramo de louro enfeitado com camélias, se as houvesse...
Os anos passaram, mas a nostalgia fica!
O meu abraço,
Manuel Tomaz
Manuel Tomaz a 3 de Abril de 2015 às 19:05

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