Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

19
Dez 10

COISAS COMTEMPORÂNEAS...!!!...???...

Popotas,  leopoldinas, arredondamentos!

Grandes jogos de futebol “solidários” cujas receitas ajudam vítimas de grandes catástrofes!  

Banco alimentar contra a fome! Neste caso quem também têm fome é o Governo, porque leva 21 e vai passar a levar 23% da bondade dos “caridosos”.

Porque é que os jogadores que ganham e estoiram rios de dinheiro não dão directamente do seu?  Eles é que ficam com a imagem de “solidários” mas não gastaram um cêntimo do deles!

Já sei, já sei! Só paga quem quer! Vale mais isto do que nada! Se não for assim não há incubadoras nas maternidades! Devemos fazer o bem sem olhar a quem, etc. etc. Mas ainda assim,  porque é que o Modelo,  Continente e Worten  não oferecem directamente dos seus fabulosos lucros já que  são eles que ficam “bonitos” e são eles que têm os benefícios fiscais? E quanto gastam em publicidade desnecessária?

Todos praticam a caridadezinha!

Todos ganham! Mas o que está em causa é a honestidade moral na obtenção das verbas doadas! Pedem-nos "apenas" dois euros e fazem-nos o favor de dar um para a caridade.

Ajude quem pode, mas desinteressadamente!

Não gosto deste Natal!

 

COISAS ANTI NATAL

Todos sabemos que continuam a existir listas de espera para vários tipos de operações cirúrgicas em hospitais públicos.  

Não vimos aqui discutir a legalidade do aborto.

Queremos apenas questionar a honestidade moral para gastar dinheiro público  nesse e em outras  intervenções, como seja a mudança de sexo.

Porque é que se há-de permitir gastar dinheiro público para fazer abortos no SNS?

Por nós podem fazer quanto abortos quiserem, legalmente, mas não com o dinheiro dos impostos que nos levam! 

Há maiores necessidades em lista de espera! 

Quem quiser fazer aborto que o pague! 

Tomar a pílula, usar preservativo ou fazer planeamento familiar fica mais barato, ainda que pago pelo Estado!

 

 

 

 

 

COISAS DE ANTIGAMENTE

São mais genuínas, ainda que haja interesse de alguns e "alguéns" em fazer desaparecer...eles são disfarçados de ASAE's, eles são Uniões Europeis... e mais...interesses...   ...   ...   ...

 

Sabem o que é um CHAMBARIL? E um bumerangue?

Quando em criança e adolescente vivemos “in loco” as tradições de Sarzedas do Vasco, não imaginávamos, nem de perto nem de longe, que no outro lado do mundo, na Austrália, os povos primitivos usavam um utensílio feito de madeira, porventura tão tosco como um chambaril.

Um bumerangue é a arma de arremesso. Um chambaril é um utensílio de pau que se enfia nas jarretes do porco para o dependurar quando da matança. A única coisa que têm em comum é a forma curva e o facto de ambos serem feitos em madeira.

  

 

 

 

 

A MATANÇA DO PORCO

Há muitos anos atrás, realizava-se no mês de Dezembro, próximo do Natal. Todas as famílias matavam um porco e algumas mais numerosas matavam dois.

Comprado provavelmente na feira  de Santa Catarina, (eventualmente em Figueiró, Pedrógão ou num vendedor ambulante que passava pela aldeia, com uma velha "peugeot" ou "bedford" de caixa aberta carregada de leitões), era alimentado durante um ano e via a sua dieta reforçada nas últimas semanas de modo a que engordasse e ficasse luzidio e com óptimo aspecto para o grande dia. Grande dia para os dono, porque para o animal… era a desgraça!    Começava por ficar sem lanche e sem ceia na véspera para que no outro dia tivesse a tripa limpa. De manhã cedo levava o golpe fatal! Manhãs fria e por vezes chuvosas o que neste caso, complicava sobretudo a chamusca, (acto de queimar os pelos do bicho com carquejas secas).

Não sendo tradição apenas na nossa aldeia, está cada vez mais a desaparecer. As razões são várias e sobre as quais, não nos vamos agora debruçar. Não sabemos mesmo se actualmente ainda haverá em Sarzedas do Vasco quem mate o porco.

Não tendo qualquer registo fotográfico desta actividade, deixamos aqui umas fotografias retiradas da Net e outras cedidas pelo  amigo e colega Rui André, que enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Abrantes, não se poupou a esforços para manter esta e outras tradições da sua terra.  

Momento fatal: A sangra!                      in        http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/

A chamusca: acto de queimar os pelos    in         http://pardieirosonline.blogspot.com

Chamusca com carqueja seca             in            http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/ 

Chamusca actual com maçarico   in  http://www.flickr.com/photos/fer-ribeiro/3106689904/

O porco já limpo fica pendurado com ajuda do chambaril.

  in                   http://risodalma.blogspot.com/2009/11/3-dias-de-matanca-do-porco.html

O chambaril na Maljoga, (aqui perto entre Sertã e Proença) por acaso é de ferro

in           http://clientes.netvisao.pt/jmatafer/web_maljoga/jornal/boletim_main_04.htm

Matança em Rio de Moinhos - Abrantes

Rio de Moinhos- Abrantes. Anos sessenta séc XX

http://rmvandre.skyrock.com/
 

 

 

 

 

FILHÓS DA MINHA AVÓ

1Kg de farinha sem fermento

100 gr de açucar

8 ovos

3 colheres de sopa de aguardente

1/2 colher de sopa de canela

1 limão

50 gr de fermento de padeiro

sal qb

leite

 

Misturam-se primeiro os ovos com a farinha até fazer massa homogénea. A massa deve ficar algo dura. Misturam-se  depois o resto dos ingredientes incluindo o fermento diluido num pouco de leite. bate-se durante uns minutos até fazer bolhas. Se estiver mesmo dura pode juntar-se mais leite. Ficam a levedar durante uma hora. Serão depois modelados à mão e fritos em óleo bem quente. Deve molhar-se os dedos em óleo para a massa não se lhes pegar. Podem ser polvilhados com açucar e canela.

 

 

publicado por Sir do Vasco às 20:27

17
Dez 10

EM CONSTRUÇÃO

 

LENGALENGA  (PATRIMÓNIO ORAL)  

É uma estória mais ou menos longa e fastidiosa, por vezes repetitiva que fala de tudo e não conta nada, com repetições de frases com algumas rimas, que foram passando oralmente, de geração em geração,  e muitas vezes associadas a jogos ou brincadeiras de crianças.

Existiam não só em Sarzedas do Vasco mas  também em muitas outras aldeias portuguesas.

 

 

Era, não era, que andava lavrando

para o Ti Fernando.

Partiu por aí abaixo,

com os bois às costa e arado na mão.

Chegou lá mais abaixo

Encontrou uma amendoeira

Carregada de maçãs,     

subiu para cima dela

começou a colher laranjas,

veio lá o dono das peras e disse:

_Ó ladrão! Olha que os pêssegos ainda não estão maduros!

Ao saltar do valado,

se não fosse o cão negro  trabalhava o cajado!

 

                                                                Hoje dia 10 deAbril de 2011

é domingo de Lázaro

 

DOMIGO DE LÁZARO APANHEI UM PÁSSARO!

DOMINGO DE RAMOS DEPENEI-O!

DOMINGO DE PÁSCOA ALMOCEI-O!

COM DOIS INTERLOCUTORES -1 e 2

1- Indo eu por aqui abaixo,

2- E eu também!

1-Aos peixes com uma podoa,

2- E eu também!

1- Cheguei lá mais abaixo

2- E eu também!

1- Encontrei um burro morto.

2- E eu também!

1- Sete cães a comer nele,

2- E eu também!

1-Ai tu também estavas a comer no burro?!

 

 

JOGO DE CRIANÇAS

todos colocam as mãos de costas para cima umas ao lado das outras. Um passa a palma da mão pelas costas das outras mãos e diz:

Varre, varre, vassourinha.

Varre-me esta casinha,

se a varres bem dou-te um vintém, se varres mal dou-te um real.

Viram-se as mãos com a palma para cim e continuam ao lado umas das outras. Aquele que varria finge agora um murro em cada mão e diz:

Sola, sapata, rei e rainha,

vai ao mar buscar sardinha

para o filho do Luís

que está preso pelo nariz.

Salta a pulga na balança, dá um berro põe-se em França, os cavalos a correr as meninas a aprender, qual será o mais bonito

que se irá esconder?

Onde calhar o último murro esse vai-se esconder. Uma vez escondido fige bater à porta:

_Truz truz...

_Quem é?

_É o moleiro...

_Trás farelo ou farinha?

_Trago farinha!

_Então deixe-a aí que é minha.

Se responder:

_Trago farelo!

_Então fique com ele que é amarelo!

 

 

Lá vem o Sr. João Cavaleiro

com suas cabras derrabadas.

Quem as derrabou?

Foi o fogo.

Que é do fogo?

Anda no mato.

Que é do mato?

Roeram-no as cabras.

Que é das cabras?

Estão no curral .

Que é do curral?

Raparam-no as galinhas

Que é das galinhas?

Estão a por os ovos.

Que é dos ovos?

São para os padres.

Que é dos padres?

Estão a dizer a missa.

Que é da missa?

Ribeirinha abaixo,

Ribeirinha acima,

Lá na ponta da rabiça!

 

 

ADIVINHAS

 

À meia-noite se levanta o francês,

Sabe das horas, não sabe do mês,

Tem uma serra não é carpinteiro,

Tem esporas, não é cavaleiro,

Tem um picanço, não é pedreiro,

Escava no chão não acha dinheiro!

???

-----------------------------

Eu nasci sem dar trabalho,

Mas não sou para brincadeiras,

Lá no sitio onde moro tenho muitas companheiras.

Tanto viva como morta

Faço mal sem ter rivais

E se não me guardam respeito

Eu mordo filhos e pais!

???

 

 

POEMA À LINHA DO NORTE  (INCOMPLETO)

 

Adeus estação de Lisboa,

Para o Poço do Bispo é um salto

Eu vi Olivais no alto,

Sacavém é coisa boa

E à Póvoa fui dar à toa!

Ao longe Alverca avistei,

Vila Franca também vi

No Carregado me desci.

Pela Azambuja passei,

Via ponte do Reguengo

E a de Santana também

e o Vale de Santarém.

Santarém vi no monte,

Vale de Figueira de fronte,

Mato de Miranda a par

A Torres Novas fui dar

Parei no Entroncamento.

Pra Paialvo num momento,

Chão de Maçãs menos mal,

Em Albergaria eu me pus,

Vermoil aos catrapuz

Dei com os ossos em Pombal!

                                                                      

Lá vem o Francisco Coelho

Com seu barrete vermelho,

Sua espada de cortiça,

Que matou uma carriça.

A carriça deu um berro!

Toda a gente se espantou,

Só uma velha ficou,

Embrulhada num sapato.

A velha pariu um gato,

Deram-no  a S. Vicente,

S. Vicente não o quiz

Deu-te com ele pelo nariz!

 
publicado por Sir do Vasco às 09:17

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