Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

08
Nov 10

 

MANUEL SIMÕES ANACLETO

Natural de Sarzedas do Vasco, não tinha irmãos, era primo direito do  avô dos irmãos  Manuel, José, Serafim e do ?   de apelido Simões e conhecidos por Barbeiro.

 

Foi casado com  Maria Rosa Helena Lopes. Viveu nesta aldeia que até 1914 pertenceu ao concelho de Pedrógão Grande. Desde esta data integrou o  então criado concelho de Castanheira de Pêra; comarca de Figueiró dos Vinhos; distrito de Leiria.

 

Esta Maria Rosa Helena Lopes era da Balsa e tinha cinco irmãos e cinco meios irmãos.

Os irmãos eram :

- Visitação que casou na Ribeira Velha, teve 4 filhos, sendo um padre, dois casaram na Moita e uma filha de nome Mª do Carmo que foi mãe do Morais (?) de Figueiró, já falecido e sem descendência.

- Mª do Carmo, mãe do Padre Nascimento, Manuel Nascimento (avô do Rui e Mário Nascimento e seus irmãos) e Piedade, mãe do Cursino (pai de Paula Cristina, médica no hospital dos Covões e João Manuel), Angelino, Fernando e uma menina que morreu cedo.

- Conceição, mãe do Cipriano Lopes de Almeida, (verhttp://searascarlos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html) Manuel Lopes de Almeida ( Homenagem a Manuel Lopes de Almeida em  http://www.ocastanheirense.com/1838/noticias.html ) e outro irmão que casou com Mª da Graça da Balsa.

- Dois rapaz que foram para Beira Alta e… ???

Os meios-irmãos eram:

- Carolina, que casou na Moita. Teve dois filhos e uma filha de nome Carmita que casou com Albino Rodrigues.

- Mª Fernandes, mãe do António Fernandes “Coradinho” que foi guarda-rios, Conceição (casada com José Martins, pais do Manuel Fernandes casado com Juvenália, de Emília casada com Hortelim e de Martinha casada com Abel e que vive em Fafe), Piedade (mãe da Leonor) e do Hígino que foi para Troviscal.

- Amélia Lopes, mãe do Marcolino, casado com Prima Rosinda (pais de Eurico, Belinha e Manuela).

- Manuel Lopes do Troviscal.

- Abílio Lopes … … ?? Terá casado em Árgea, ( ...?) Torres Novas, onde teve uma olaria. Era conhecido por Balsas.

 

 

 

(Agradeço informação complementar envida pelo Fernando Fernandes através de comentério, em 11-11-2010.)

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA CONCEIÇÃO HELENA

Casou no Vale da Nogueira, com um viúvo 

CAROLINA

(foi para a Pevide

Vila Facaia)

EDUARDO

 

 

 

 

ROSALINA

 

 

 

 

LUISA (casada com António Carvalho

Da Alagoa)

DELMAR

(vive no Bombarral é colaborador do jornal “A Comarca”)

?

?

 

?

 

 

?

 

 

MANUEL

DOMINGUES

(Casal d’Além)

ALBANO

 

 

 

ROSALINA

(Casada com Manuel Oliveira do Pé da Lomba)

?

 

 

VALÉRIO DOMINGUES

(Casal d’Além)

HELENA

Falecida

 

 

 

 

ALBANO

(Casou nos Matos)

?

 

?

 

?

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

DOMINGOS ROSA

SIMÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MANUEL

(Foi para o Brasil, em Junho de 1984, vinha com a esposa para férias e faleceu)

ALBANO

SHEILA

MARCOS

RENATA 

 GUILHERME

 

LUIS

 

 

 

GISELA

ALBA VALÉRIA HENRIQUE

LÍLIAN

HENRIQUE

 

FERNANDA

 

 

 

 

 

 

ROSINDA

EURICO

 

 

 

ANABELA

 

 

 

MANUELA

 

 

 

 DORES

MARIA ALINE

 

 

 

SÁ SIMÕES DE ALMEIDA

MARIA NATÁLIA

(Casada com Dr. Antão do Troviscal)

DANIEL

 

 

ARMANDO, Faleceu em bebe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA BENEDITA, casado com irmão do Ti Manuel Simões (Barbeiro) e restantes irmãos 

CONCEIÇÃO (do pátio, casada com Adelino Henriques)

AIDA (falecida)

 

 

 

CONCEIÇÃO

(casada com Aquiles Oliveira da Salaborda Nova)

 

 

 

LEOPOLDINA

(Casada com Adérito)

VALÉRIA

 

 

ROSINDA

(Casada com João Simões do Vale da Nogueira)

ANTÓNIO JOSÉ

?

 

ROSA ISABEL

?

 

ANTÓNIO

 

 

 

HELENA

(casada com José Henriques)

 

 

 

ROSA (falecida)

 

 

 

FÁTIMA

 

 

 

DOMINGOS

SIMÕES

ANACLETO

Conhecido por Domingos da Quelha

MARIA LUISA

 ANA PAULA

(casada com Horácio da Alagoa)

?

 

CARLOS

 

 

MARIA ODETE

?

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MANUEL SIMÕES

 LOPES

MARIA FERNANDES

(Conhecida por Maria Coelha, por ser casada com José Coelho Nunes)

ALVARINA

(casada com António Simões neto do ti Manuel Barbeiro)

PAULA

INÊS

 

EDMUNDO

 

 

 

HUMBERTO

(falecido)

 

 

 

ALBERTINA

MARTINHA

PAULA

 

 

 

HUMBERTO

?

 

 

JOSÉ LOPES

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

PRECIOSA

ARTUR DINIS

HILÁRIO

MARISA

 

 

JOSÉ DINIS

RUI

(Casado com Domitilia da Balsa)

RUI

DANIEL

 

 

 

PEDRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA VISITAÇÃO HELENA,

casada com João da silva Eiras viveu na casa frente à fonte da eira

Sarzedas do Vasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALBANO DA SILVA EIRAS

Alagoa

 

 

 

 

 

MARIA ROSA

Solteira s/ filhos

 

 

 

ROSINDA

Solteira s/ filhos

 

 

 

VISITAÇÃO (c. c/ Manuel Alves)

DOMINGOS

 

 

AGOSTINHO

 

 

MANUEL

 

 

LÍDIA (c. c/ Manuel Barros)

LUÍS

 

RODRIGO

 

MANUEL DA SILVA EIRAS

Alagoa

 

 

DOMINGOS

(viveu em Vila Viçosa)

c. c/  Cesaltina ??

 

 

MARIA INÊS

?

 

MARIA DO CARMO

?

 

MARIA TERESA

?

 

JOÃO PAULO

?

 

PEDRO MIGUEL

?

 

 

MARIA ROSA (c. c/ José Simões) faleceu em finais de Agosto de 2009

 

JOSELITA

PEDRO MIGUEL

 

 

PAULO JORGE

 

CATARINA SOFIA

 

DOMINGOS DA SILVA EIRAS (c. c/ prima Maria da Conceição Eiras

 F. em 1970)

VISITAÇÃO DA CONCEIÇÃO EIRAS cc/ Álvaro Barros Simões, sapateiro do Casal d’Alem

 

ARMANDO EIRAS SIMÕES

DINA RAQUEL LEITÃO EIRAS cc/ André Lagarto, dos Açores

CAROLINA

n. em 14-06-08

 

FLÁVIO BRUNO LEITÃO EIRAS

 

ARMANDO DA SILVA EIRAS

s/ filhos F. em 29/05/2002

foi subchefe – ajudante da PSP ( c. c/ Maria Ângela, de Oliveira do Bairro).

 

 

EDUARDO DA SILVA EIRAS (c.c/ Arminda da Salaborda Velha) Falecido em _?_/06/98.

DOMINGOS (vive em Aveiro, dono da Frutaria Aveirense)

DOMINGOS

RUTE

 

 

RUI

 

 

RICARDO

 

 

MARIA ALICE

LILIANA

 

 

LAURINDA (c.c/ António Domingues)

Viveu na casa que era da mãe..

Não teve filhos

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA ROSA HELENA,

casada com Manuel da Silva Eiras viveu na casa do quintal da figueira

Sarzedas do Vasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MARIA HELENA (viveu nas Bautas Carenque e c. c/ Manuel Alves que era do Vermelho)

 

BENILDE

ÀLVARO

 

 

JOAQUIM

VITOR

 

 

ARMINDA

JOSÉ CARLOS

?

 

?

AUGUSTO 

S/filhos

 

 

 

MARIA da CONCEIÇÃO EIRAS c. c/ o primo Domingos da Silva Eiras,

Sarzedas do Vasco.

F. em 1982

VISITAÇÃO DA CONCEIÇÃO EIRAS c c/ Álvaro Barros Simões, sapateiro do Casal d’Alem

 

ARMANDO EIRAS SIMÕES

DINA RAQUEL LEITÃO EIRAS cc/ André Lagarto, dos Açores

CAROLINA N. em 14-06-08

GONÇALO N. 27-07-12

FLÁVIO BRUNO LEITÃO EIRAS c c/ Suéli Grilo de Mira D’Aire

TOMÁS N. 24-11-14

ARMANDO DA SILVA EIRAS

s/ filhos F. em 29/05/2002

foi subchefe – ajudante da PSP ( c. c/ Maria Ângela, de Oliveira do Bairro).

 

 

ARMINDA c. c/ José das Neves

 

 

António neves

 

CARLOS

??

 

ANACLETO NEVES (carteiro)

VICTOR

 

 

 

GRASIELA (falecida)

HUGO

HELENA c. c/ Arlindo da S. Nova

???

 

 

JOÃO DA SILVA EIRAS c. c/ Maria Fernanda

 

MARIA HELENA (Buraca) c. c/ Júlio Bernardo de Tomar.

 

JOÃO MANUEL BERNARDO

Capitão de mar e guerra

 

MAFALDA

 

HELENA

 

PAULO BERNARDO (Engº)

carolina

 

?

 

 

 

ANACLETO DA SILVA EIRAS (c. c/ Generosa, prima do Marcelo Caetano   cas. 2ª vez c/ Maria Augusta, do Algarve

 

Não teve filhos de qualquer dos casamentos. Foi combatente da 1º Grande Guerra em França.

F. em 1976

 

Viveu nas Mercês.

Foi sepultado no talhão dos combatentes da Grande Guerra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 22:59

06
Nov 10

 

O MAGUSTO

Está calor!  Dizem que é o Verão de S. Martinho, “ um dia e um bocadinho”. Mas o clima está alterado, há dias esteve frio e até nevou na Serra da Estrela, esta semana, já lá vão muitos dias de calor.

Aqui pelo Ribatejo o S. Martinho é “rei” na Golegã (além do cavalo), a 11 de Novembro, dia em que é venerado e nos fins de semana antes e depois.

Castanhas e água-pé, que por aqui não tem gosto como tinha a que se fazia na Sarzedas. A bebida que por estas bandas  dizem ser água-pé, na Sarzedas era conhecida por vinho palheto. Um vinho de cor “rosé” e tão alcoólico como outro qualquer. Não vamos discutir o seu modo de fabrico mas não é água-pé de certeza.

Água-pé é um vinho bastante fraco eventualmente com sete, oito graus ou menos, que resulta da lavagem do “pé”. Chamava-se pé ao baganho ou bagaço das uvas quando colocado na prensa para retirar o resto de mosto, por pressão exercida na parte superior. Este, por ser lavado com água, para retirar  melhor todo o conteúdo ficava com menor grau alcoólico. Era  a água do pé  que evoluiu para água-pé. Não sabemos porque razão se chamava pé  ao bagaço das uvas quando preparados na prensa para espremer, embora nos pareça que possa haver uma relação  com a “pisa a pé” ou seja o acto de pisar as uvas dentro das dornas por homens descalços e de calças arregaçadas. Só mais tarde apareceram os esmagadores mecânicos e os patamares de betão.

O S. Martinho não é propriamente  um Santo muito venerado  na Sarzedas. Dele  recordamos, num dos livros da instrução primária dos anos sessenta do séc. XX,  o provérbio

“PELO S. MARTINHO VAI À ADEGA E PROVA O VINHO”.

Não nos dizia muito, não era regra provar o vinho neste dia. Quanto à água-pé já se tinha provado e já se bebia há vários dias.

Recordamos os magustos, no Dia de Todos os Santos.

Longe vai o tempo  em que os rapazes de catorze, quinze ou até dezasseis anos e de pé descalço, (O avô Domingos dizia que tivera o primeiro par de botas com quinze anos)  guardavam os rebanhos pelos soutos nos limites da aldeia. O Soutinho ou o Souto da Fonte são os dois nomes que restam derivados da existência de castanheiros. Mas ouvimos dizer que muitos mais existiam: nas Promieiras, no Covão das Cabras, no Covão do Boi, no Vale da Vinha, na Feteira.

No tempo das castanhas os ditos rapazes tiravam a barriga de misérias porque podiam comer castanhas com alguma fartura. Parece que “roubavam” um fósforo, que não podiam desperdiçar ou falhar, porque era único, para fazer o magusto enquanto guardavam as ovelhas. Estamos a falar de realidades passadas nos anos dez do Séc. XX. Não havia fósforos com fartura. Uma caixa duravam meses, o lume era mantido constantemente na lareira. E se por acaso não se conseguisse soprar as brasas e reacendê-lo à noite, ia-se pedir umas bem incandescentes, ao vizinho. Só em último caso se gastava de novo um fósforo.  

O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as regiões. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas para comer. Bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de S. Simão no dia de Todos-os-Santos ou no dia S. Martinho.

Na Sarzedas é no dia de Todos-os-Santos que se faz  o magusto. Numa base de agulhas de pinheiro colocam-se as castanhas sem ficarem amontoadas, mais agulha por cima e solta-se-lhe o fogo. As castanhas queimam por cima. Viram-se então à mão e  nova camada de agulha queimada por cima  concluí  a assadura. Depois é descascar e comer.

 

 

 

 

O Verão de S. Martinho

S. Martinho era filho de um oficial romano e nasceu na região da actual Hungria.

Com apenas dez anos nele despertou o ideal cristão.

Tendo sido obrigado a integrar os exércitos sempre demonstrou os seus princípios.

Martinho estava a regressar da Itália para a sua terra, montado no seu cavalo e passava num caminho onde, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola. Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre. Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

 

 

FOTOS:

Magusto

Assador de metal

Assador de barro

Outro modo de assar castanhas

Assar castanhas com uma panela furada no fundo

Castanhas assadas

Dorna: Recepiente de madeira

de forma cilindrica ou tronco-cónica

 

publicado por Sir do Vasco às 22:18

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