Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

08
Mar 10

 

        A propósito de fotografias:

 
A primeira fotografia foi tirada em França pelo físico Niepce, em 1826. Foram precisas oito horas de exposição para a obter! Mais tarde, em 1837, outro francês, Louis Daguerre, conseguiu fixar em chapas prateadas as imagens da câmara escura. Foi o inglês Fos Talbot quem encontrou maneira de reproduzir os negativos e obter positivos em papel.
A fotografia a cores data de 1861 e a película fotográfica de 1881.
 

Máquina fotográfica    de caixa de madeira.                          

Fotógrafo antigo a trabalhar na rua com máquina acente em tripé. A  distância era sempre a mesma para manter a focagem.

 

 

Máquina  fotográfica

de fole. 

 

 

 

Há  quarenta ou  cinquenta anos atrás, ninguém poderia imaginar a evolução que  teriam as máquinas fotográficas e muito menos o modo de captar as fotografias e o facto de podermos manipulá-las posteriormente tal como acontece agora com a fotografia digital.
Ao vermos um fotógrafo com a sua máquina de caixote ou de fole, colocada no tripé nunca pensámos na hipótese de podermos vir a ter uma, tirar fotos e executar as mesmas.
As técnicas aplicadas só muito mais tarde as entendemos e as podemos experimentar, apesar de tudo já em câmara escura e não na rua.
 
Quanto às flores de papel...   ...
 
Origami é a arte de dobrar papel.
Kirigami designa a arte de recortar papel.
A origem do papel recortado está directamente relacionada com a invenção do mesmo na China, durante a Dinastia Han, 200 anos A.C. O papel era considerado um bem precioso ao qual apenas tinham acesso as classes mais abastadas e sobretudo, os membros da nobreza chinesa que o utilizavam como um passatempo e sinal distintivo nas suas festas e celebrações e como molde para bordados das damas nobres....
A arte do papel terá chegado ao nosso país no final do século XVIII, início do XIX. Os conventos   terão estado  na origem e no acolhimento de tais técnicas. Fazer flores de papel poderá ter sido um «matar as horas» para as freiras.   Esta arte de trabalhar o papel parece ter tido duas facetas, uma erudita e outra popular. Tendo perdurado mais tempo  esta última.
 

Cravo de papel.

Terá mais de quarenta anos e todas as probabilidades de ter sido feito pela Sra. Celeste da Alagoa.

Flores de "papel" metalizado.

Terão mais de quarenta anos e todas as probabilidades de terem sido feito pela Sra. Celeste da Alagoa.

 
Sobejamente utilizadas em todas as romarias e festas populares são ainda hoje atracção em muitas delas, como em Campo Maior, em Tomar e em muitos outros locais mais ou menos conhecidos.
Executadas em vários tipos de papel são sobretudo os papeis crepon, lustro ou seda que lhes dão forma.
Na sequência das artesanais flores de papel outros materiais lhe sucederam, sobretudo os tecidos e os plásticos, criando a indústria de flores artificiais.
As ditas flores eram-nos mais familiares.
Cedo aprendemos a fazer rosas de papel de seda.
Quando víamos as da Ti Celeste, luzia-nos o olho em especial nas de “papel” metalizado. Restava-nos a pena de não saber fazer, tal como a vaca que dava vinho.
Por motivos profissionais sabemos agora como se faz a “vaca” e como se fazem as “flores de papel” sendo trabalhos semelhantes desenvolvidos nas aulas pelos nossos alunos.
Os cravos de papel eram usados, no dia da festa de S. Pedro, pelos mordomos. As mais pequenas, de "papel" metalizado, eram oferecidas a quem dava uma boa esmola para a festa.  Havia ainda umas flores mais pequenas, apenas com uma "folha" de pétala e com um afinete de cabeça espetado no meio, seguro com uma pinga de lacre. Estas serviam   para colocar na gola do casaco dos homens que davam uma pequena esmola. Este peditório era feito no arraial por grupos de duas meninas solteiras. Mais tarde esta pequenas flores foram substituidas por pequenos autocolantes com a imagem do santo ou santa da festa, do tipo dos que se usam no peditorio da L.P. contra o Cancro ou da Cáritas. Todas estas tradições deixaram de existir na festa do S. Pedro e na maoiria das outras, contudo, na festa da Senhora da Saúde em Fontão Fundeiro, ainda distribuem autocolantes com o ícone da Santa.
 
 
  
  
  
Curiosamente deixamos estas fotos de flores realizadas numa Unidade de Trabalho, na disciplina de Educação Visual e Tecnológica.
Este trabalho foi desenvolvido a partir de flores naturais, recolhidas no campo, desenhadas e reproduzidas em papel, por alunos do 6º ano.
Escola D. Maria II de Vila Nova da Barquinha.

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 23:37

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