Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

23
Fev 10

 

    

 

 

 

 

 

ESCOLA PRIMÁRIA DE SARZEDAS DE S. PEDRO

ALUNOS DE 1944

 

 

 

 

1-Arnaldo

2-Lucília Alves

3- Alvarina*

4-Ricardina

5-Alice

6-Edite

7-Domitilia

8-Piedae Almeida

9-Etelvina

10-Man. Coutinho

11-Manuel

12-Vasco

13-Constantino

14-Rui*

15-Maria Alina*

16-Maria Rosa

17-Piedade

18-Élia Morgado

19-Abílio Morgado

20-Carlos Tomaz*

 

21-Manuel Tomaz*

22-Aldina

23-Humberto*

24-João Vaz

25-Leopoldina*

26-Conceição*

27-Noémia*

28-Lucília*

29-Rosalina*

30-Aurora Tomaz*

 

31-Mariquitas

32-Aldina

33- ??

34-Zé Neves

35-António Vaz

36-Aquiles Morgado

37-Almerindo

38-José Vaz

39-Joaquim

40-António Neves

41-Edmundo*

42- Leonel *

43-Prof. Antónia

 

 

 

 

*-Alunos

de Sarzedas

do Vasco

 

 

Esta fotografia foi-nos enviada pelo sarzedense, Manuel Tomaz. É uma relíquia que analisámos com gosto e entusiasmo. É interessante reconhecer alguns dos presentes nesta foto. Todos lamentamos o desaparecimento de outros.
Diz o Sr. Manuel no mail que acompanha:
«Para relembrar tempos passados das Sarzedas do Vasco, junto envio uma fotografia dos meus tempos de escola (1ª classe), que a professora Antónia mandou fazer ao "Presunto" da Lagoa. É de louvar a iniciativa da professora, ter juntado todos os alunos para a foto, tendo em conta como era a vida em 1944.
A classificação com os nomes, bem como a ampliação da foto, foi feita por mim recentemente, pelo que poderá haver algum erro nos nomes. Mas aguardamos que alguém faça a rectificação. Se achar que fica bem no seu blog, aqui fica a minha autorização, aliás é com esse objectivo que lhe estou enviando. Alguns destes colegas já faleceram, apenas relembro o meu irmão Carlos.»

  Esclarecimento sobretudo para os mais novos:

 “Presunto”, era alcunha de um senhor que julgamos que era  natural da vizinha aldeia do Mosteiro e casou  na Alagoa onde vivia com a esposa chamada Celeste,  também conhecido por “Retratista” e de seu nome José Jacinto.

Um casal interessante,  castiço e simpático que tivemos oportunidade de conhecer de perto. Estavam em todas as festas de Verão. O Sr. Jacinto com a sua máquina fotográfica antiga, de caixote (ou fole?) ia tirando e vendendo fotos a quem lhe pedia. A Senhora Celeste, conhecida por “Florista” vendia flores de papel que ela mesma confeccionava.
 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 11:15

16
Fev 10

 

 

 

 

 
 
Um  dia  em Setembro  de 2007 estávamos em Lisboa, e resolvemos dar uma espreitadela à Feira da Luz.
Esta feira realiza-se todos os anos, no Largo da Luz, com início no primeiro sábado e términos no último domingo do referido mês. Inicialmente surgiu como complemento das festividades religiosas que se realizavam anualmente, em Setembro, no Santuário de Nossa Senhora da Luz, que duravam vários dias, atraindo numerosos forasteiros da capital e arredores. Remontando provavelmente à Idade Média foi a partir do Séc. XV que adquiriu maior projecção. A romaria da Luz era muito concorrida sendo os seus devotos principais, os trabalhadores rurais de toda a zona norte do termo de Lisboa e até os saloios de Mafra e Sintra e terminava no último domingo de Setembro com a majestosa procissão.
Esta zona da freguesia de Carnide, era há anos atrás absolutamente rural, estava longe de fazer parte da cidade. Iniciou a sua feira com o fim de escoar os seus produtos agrícolas e gados tal como em outras regiões do país. Hoje Carnide é Lisboa, a sua ruralidade foi desaparecendo, os campos de cultivo foram urbanizados e ocupados por outras actividades, os produtos agrícolas deixaram de se produzir e os gados também já não são criados. A feira, no entanto, continua. Talvez muitos lisboetas ou residentes em Lisboa não saibam nem a conheçam, mas ela existe em todos os meses de Setembro.
No século XIX foi dado muito impacto à venda de cavalos,   a partir do século XX a  actividade dominante passou a ser a olaria já que existiam naquela época algumas fábricas de produtos cerâmicos na zona de Carnide que aí escoavam a sua produção.
Actualmente os ramos de actividade existentes na Feira da Luz são vários, existe uma oferta diversificada de artigos, tais como louças, produtos alimentares,artesanatos, flores, plantas, tapeçarias, vergas, roupa para o lar, cassetes, artigos de decoração e plásticos. De alguns anos a esta parte a Feira assumiu outras funções tendo passado a ser também um espaço de lazer com o aparecimento dos divertimentos, restaurantes e bares.
A Câmara de Lisboa em conjunto com a junta de freguesia de Carnide quer “reabilitar” o espaço do jardim da Luz pelo que, a feira deixará de se realizar nos mesmos moldes. Tal como em outras localidades, provavelmente perderá todo o conteúdo que a caracteriza, se for deslocada para outro espaço polivalente.
 
Foi exactamente num dos bares da feira que encontrámos uma vaca a “dar” vinho pelo amojo.
 
 Rebobinámos a memória até ao início dos anos sessenta e lembrámo-nos do Ti Fernando da menina Alice, que com já referimos no post anterior, era uma pessoa extrovertida e que pensava, pensava no sentido criativo da palavra, embora a sua imaginação pelo menos uma certa altura, o fez correr riscos  sendo  exemplo disso  rebentar uma bomba de carnaval segura na ponta de dois lápis de pedra. Um lápis de pedra tinha um comprimento aproximado de 15 cm, a sorte dele era a bomba ter um raio de explosão inferior... ... se não, adeus lápis, adeus dedos. 
Ora uma das suas realizações  interessantes foi a construção de uma vaca, em tamanho real. Arranjou uma estrutura anatomicamente igual ao corpo do dito animal, que supostamente terá sido coberta com gesso pelo exterior e este pintado de branco com manchas pretas. Por trás, a vaca era aberta e na estrutura, dentro do corpo aguentava dois pipos de vinho: um de branco outro de tinto que com um tubo, ligado ao amojo, fazia sair o vinho por gravidade.  Esta foi a delicia das crianças e dos homens, na festa do S. Pedro naquele ano, que só pela brincadeira iam lá beber um copo do teto da vaca. Toda a gente elogiava a habilidade do Sr. Fernando. Nós sentíamos uma grande pena de não sermos capazes de fazer uma vaquinha nem que fosse  pequenina.
 
A FOTO MOSTRA UMA VACA, CUJA IMITAÇÃO QUE FALAMOS TERÁ SIDO MUITO SEMELHANTE. 
 
 
 
SETEMBRO DE 2010
Em setembro último faleceu o Ti Fernando, não de velhice mas devido a ter sido afectado por um AVC que o impediu de voltar a si. Esteve algumas semanas em estado crítico que se agravou até ao seu falecimento. Paz à sua alma! Perdemos um amigo e sem dúvida um criador que vamos recordar sempre.
publicado por Sir do Vasco às 23:18

07
Fev 10

 

O ENTRUDO OU O CARNAVAL?
 
Uma das festas mais antigas do mundo, com raízes pagãs na Babilónia e na Roma antiga, para comemorar o início da Primavera, que foi evoluindo ao longo dos tempos, tendo sido absorvido pela cristianização.
 
O Entrudo (do latim “introitus”)   foi integrado como festa cristã na Idade Média, com as saturnais, para marcar o período de introdução à Quaresma. Sendo este um período de penitências, privações e jejuns, fazia-se na terça-feira que precedia à quarta-feira de cinzas, uma celebração em que as pessoas se fartavam de comer e beber, visitando umas as casas das outras, uma despedida dos prazeres, para entrar nos dias de abstinência.
 
A origem etimológica da palavra Carnaval pode ter vindo de carne levare (afastar-se da carne), que traduzia esse bem-estar profano antes da entrada na Quaresma.
No Renascimento são acrescentados ao Carnaval de Florença os bailes de máscaras, as fantasias e os carros alegóricos.
Da Europa para o Brasil parece ter sido levado por emigrantes dos Açores e da Madeira. Ali evoluiu durante anos, por várias fases até à actualidade como podemos ler no sítio http://virtualia.blogs.sapo.pt/9679.html .
 
Em Portugal faz-se agora a imitação má e feia, do Carnaval brasileiro, por vezes em condições tão adversas, para os actores e para o público, que não compreendemos como é que lhe chamam divertimento.
O Entrudo com raízes genuinamente portuguesas existe ainda em algumas terras. Esse sim, deve ser estimulado e avivado. Os Caretos, em Trás-os Montes, A Marafona, em Macedo de Cavaleiros, O Cardador de Vale de Ílhavo, Carocho de Constantino, Chocalheiro de Bemposta, Chocalheiro de Vale de Porco, etc.
 
 
O ENTRUDO TRAPALHÃO
Existiu um pouco por todas as aldeias.
As cenas improvisadas, em que os representantes se apresentavam mascarados ou não, vestidos de maneira trapalhona, espalhafatosa, atrevida, invertida (não tinha nada a ver com os actuais travestis) o homem vestia-se de mulher, a mulher vestia-se de homem, sozinhos ou em grupo, faziam mais ou menos palhaçadas, macacadas, metiam-se com quem passava, normalmente não falavam ou deturpavam a voz para não serem reconhecidos. Podiam fazer crítica escrita, podiam pedir dinheiro ou um copo... Um adulto vestia-se de miúdo e dava a volta pelas ruas a andar com um arco. Um homem vestia a combinação da mulher. Vestiam-se velhas fardas, do exército ou da polícia.. Vestiam-se de rico ou  de pobre pedinte. Faziam-se de coxo, de maneta, de zarolho. Cada um fazia a festa conforme a imaginação, conforme o que tinha à mão para se ataviar.
 

 

Recordamos, entre outras, duas “actrizes” na nossa infância: A menina Natália  e a menina Zulmira da Sarzedas de S. Pedro, que num Entrudo dos anos sessenta conseguiram “roubar” o burro do Ti Manuel Nunes, (conhecido por Manuel Mouco por ser um pouco surdo) e dar a volta pela Sarzedas do Vasco, indo uma montada no burro outra a puxá-lo pela arreata. O primo Adelino ofereceu-lhes um copo, para ver se tiravam a máscara quando bebessem, mas não...  beberam por cima dela.
Na vizinha freguesia de Vila Facaia tivemos oportunidade de assistir a uma crítica levada à praça, mesmo no largo onde era a praça, por um “palhaço” interpretado pelo Sr. Manuel Rosa. O “entrudo”, vestia um fato macaco, uma mascara cara de gato com um lenço a tapar-lhe o pescoço e trazia na mão, uma pasta tipo bloco de apontamento A4, um martelo e pregos no bolso do facto macaco. Existiam então ainda várias portas e porteiras de madeira para entrada das habitações, pelo que o “actor” pregava dois pregos em linha horizontal numa porta e em cima deles colocava um letreiro com uma frase crítica escrita. Esta frase podia ser um verso que ia rimar com o próximo que fosse colocado. Relembramos dois deles:
 
“OS DO PÉ DA LOMBA, PRECISAM DE UM PONTÃO!”
“PRÓ MOSTEIRO, SÓ DE AVIÃO.”
 
É claro que à época, entre Pé da Lomba e Adega, o atravessamento da ribeira   era feito na água, as pessoas reclamavam uma ponte que tardava em chegar. No Mosteiro, existia uma ponte velha e estreita, de madeira e também se aspirava por uma ponte nova e larga.
 
Hoje temos uma ideia do Entrudo de três dias: Domingo Gordo, Segunda-feira Gorda e Terça de Carnaval.
Antigamente o primeiro dia de festa era o Domingo Magro. Durante toda a semana até ao Domingo Gordo, praticavam diversos ”preparativos” do Entrudo.
 
AS CACADAS
Os rapazes aproveitavam estes dias para fazerem diabruras dirigidas a algumas pessoas. Então, na melhor das hipótese para os visados, eram atirados cacos velhos para os pátios ou escadas da entrada da habitação  dessas pessoas, por vezes com terra dentro e na pior das hipóteses, com excrementos.
 
“ASSORRIAR” O ENTRUDO
“Assorriar” é um termo que não consta do vocabulário português e não conhecemos qualquer outra palavra parecida ou associada, mas era assim que se dizia.
À noite, os rapazes, pegavam num búzio, num corno de boi furado ou num funil grande e quando não havia funil poderia haver um cabaço e toca a soprar no búzio ou no corno. O cabaço ou o funil servia para ampliar a voz. Na encosta do Vale das Relvadas ou do Vale das Figueiras que ficam viradas para a Balsa e para a Sarzedas de S. Pedro era o local certo para provocar a rapaziada de lá.
Partia-se, dividia-se o burro: Fulano fica com as pernas… Sicrano fica com as tripas… beltrano com a cabeça, Cabeça do burro! Eh Burro!
Muitas vezes vinha a resposta, dada pelos rapazes da outra banda.
 
O ENTERRO DO ENTRUDO
Quarta-feira de cinzas, faz-se um grande “palhaço humanóide” que à noite se vai enterrar a uma aldeia vizinha.
Os acompanhantes “choram” com grande algazarra a despedida do “irmão Entrudo” que nos deixa e leva tudo, tudo! Todo o divertimento, toda alegria, que durante a Quaresma não poderá ser exaltada. Apenas depois da Páscoa tudo voltará à normalidade.
 
Recordamos dois enterros:
Duas quartas-feiras de cinzas de pleno Inverno.
Estando a chover não se podia sair para o campo trabalhar, logo isso ajudava a que os homens pudessem ocupar o tempo a executar o “humanóide”. Ao menos já que não trabalhavam divertiam-se!
Um dia, talvez nos nossos oito ou nove anos, a noite já era escura, na estrada que sobe das Sobreiras para a Lomba, ouvia-se a algazarra do enterro. Eram alguns homens e rapazes da Sarzedas de S. Pedro que vinham enterrar o Entrudo. O palhaço fora feito na oficina de marceneiro do “Ti Fernando da Alice” (Não recordamos de momento o seu apelido, conhecíamo-lo assim por ser casado com a Menina Alice. Era assim que nós, miúdos da escola, lhe chamávamos. Mais tarde começou a ser conhecido por Fernando “caraxas” (de caraças), devido ao seu sotaque característico de pronunciar os s e ch e ç como se fossem x, e devido a uma frase que ele terá dito com alguma ênfase e simultâneo desgosto, pelo facto de lhes ter morrido à nascença o primeiro filho. (Deixo aqui um abraço para eles e desejo de boa saúde).
Bom… o “Ti Fernando” era uma pessoa divertida e extrovertida pelo que era ele que fazia de “padre”. O “carro funerário” também era dele. Deram a volta ao lugar sempre a “chorar”.
Que pena eu tenho de ti. Gritava um.
Ai, quem é que há-de viver sem ti! Ai que nos deixas e vais-te embora e levas toda a alegria! Gritavam outros. Avé Maria e Zé côdeas, eu tenho um gato que se ele não morrer eu mato-o! Dizia o “padre” e fazia de contas que benzia.
Chegaram ao largo da fonte de baixo.
Aconteceu a parte melhor…
O primo Adelino, resolveu dar um copo à rapaziada. Levou-os para a adega. Acabou-se o alarido, acabou-se o enterro e a choramingueira. Acabou-se o Entrudo! Beberam uns copos e foram-se embora, com um final feliz. E o palhaço ficou no meio do largo à chuva, nem chegou a ser queimado.
 
Mais tarde, pelos nossos dezasseis ou dezassete anos fizemos parte do “cortejo fúnebre” até à Salaborda Nova, onde se realizaram as exéquias do Entrudo desse ano. O António Barata (Marinha) fez o palhaço e só depois foi “arrebanhar” a rapaziada. Se não estou esquecido, levámos o “defunto” numa padiola e lá fomos todos a fazer o respectivo choradinho até à Salaborda. Uma vez chegados foi feita a encomendação no largo da aldeia, acompanhada de uns rebentamentos de bombas de foguete para animar a festa, seguido da queima do Entrudo representado pelo boneco de palha. Não tivemos resposta nem boa, nem má. A Salaborda era como se estivesse desabitada, as habitações não tinham luzes e pessoas não se mostraram. Claro que ninguém nos deu um copo. O final foi feliz do tipo três em um: fizemos a festa, deitámos os foguetes e apanhámos as canas. Voltámos para casa em bem com a noção de mais uma missão cumprida.
 
O enterro do Entrudo podia ter ainda outro fim, se houvesse uma rivalidade entre os figurantes do “funeral” e os residentes da “aldeia cemitério” no caso destes terem poderio superior aos “visitantes”, ou seja podiam ser mal recebido e corridos à pedra, à distância, ou haver confronto físico imediato.
 
 
“Carro funerário”
     
Como já referimos, o Sr. Fernando era marceneiro de profissão e explorava com a sua esposa, a D. Alice, uma mercearia e taberna em Sarzedas de S. Pedro. Este estabelecimento foi o último lugar onde funcionou o posto de correio, como já referimos em outro post.  No rés do chão da casa mais alta do lado direito  funcionava o estabelecimento. O portão de garagem já era a entrada do anexo oficina, embora na época não tivesse primeiro andar como se vê agora na imagem. 
 
Neste anexo ao estabelecimento, o Sr. Fernando tinha a sua oficina, onde fabricava várias peças de mobiliário: bancos, cadeiras, louceiros e em determinada altura malas, malas tipo baú, aquelas malas usadas à época para ter em casa. Toda a rapariga solteira tinha uma mala daquelas que ia enchendo com o enxoval.
Malas feitas de madeira, forradas interiormente com papel de fantasia e exteriormente com chapa metálica também fantasiada. Despachava as ditas malas pelo Colectivo (transporte colectivo).
O Colectivo era uma espécie de antecessor do DHL, transporte de mercadorias, que quando a quantidade justificava ia à porta entregar. Pertencia à empresa Auto Viação de Pombal que foi nacionalizada pós 25 de Abril de 74. Funcionava entre Castanheira de Pêra e Pombal, passando por algumas aldeias se fosse preciso. Levava e traziam mercadorias várias e fazia ligação com a CP.
O Sr. Fernando tinham que levar as malas à Ervideira para as despachar, para tal arranjou um carro, de tracção humana com que ele e os seus empregados transportava a ditas malas. Esse carro fazia as delicias dos rapazes da escola, de tal modo que ele “prometeu” que faria um mais pequeno, pelo Natal, a quem lhe comprasse lá os cadernos… Engraçado! Visto agora.
          
Cabaceira (latim científico Cucurbitaceae)
 
Planta cucurbitácea que produz cabaças.  Família de dicotiledóneas que tem por tipo a cucúrbita (família das abóboras).
Actualmente vendem em certas zonas, pintadas com vários motivos: palhaço, Pai Natal, frutos, animais, etc. O seu interior ainda se  utiliza em fruta cristalizada, sobretudo no bolo-rei, Antigamente também se utilizavam  na alimentação e a casca depois de bem seca, podia levar água, vinho, sementes e quando furada dos dois lados servia de funil.
 
FOTOS: "carro funerário" 
              cabaça
              mala baú

 

publicado por Sir do Vasco às 22:46

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