Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

29
Jun 08

 

A PICOTA, CEGONHA OU GAIVOTA
 
Desde a fonte velha até à estrada do Porto da Vila muitas eram as hortas onde se cultivava de tudo um pouco: couves, cebolas, feijões, pepinos, nabos, tomates, pimentos… tudo o que faz falta à alimentação das pessoas. 
Há muito tempo que estas hortas deixaram de existir, sendo actualmente locais onde proliferam as ervas daninhas, as silvas e demais vegetação espontânea.
A água excedentária da fonte velha era levada pelo rego, até essas hortas, com já descrevemos em post anterior (restauração da fonte velha). Dizia-se deste tipo de irrigação, que estas propriedades tinham água de pé, isto é não era necessário tirá-la, corria por si. Diremos nós, que corria por gravidade, dado que a cota a que está a fonte, é mais alta, que qualquer outra até ao Porto da Vila.
Nos locais onde não havia água de pé, havia então necessidade de (tirá-la) retirá-la, normalmente do subsolo. Antigamente era normal fazer um poço com mais ou menos profundidade, conforme o local, hoje em dia fazem-se  furos artesianos.
Para retirar a água dos poços, antes das motobombas e electrobombas, usava-se a picota.
 
A PICOTA
 
A picota é um aparelho rudimentar, de elevar água dum poço para a superfície, normalmente com fins de irrigação das plantações vizinhas.
 
 
 Conhecida já no tempo dos antigos egípcios (chaduf) foi até muito recentemente, usada de norte a sul do país. Mas não só em Portugal, também em Espanha, França, Grécia, e até no Japão.
 
Na nossa região era conhecida essencialmente por picota ou gaivota. Mas tinha outros nomes: Cegonha, balança, burra, picanço, saragonha, varola, zabumba, zangarela, bimbarra, variando de região para região.
 
Tal como o pé-de–cabra ou a tesoura, a picota é uma alavanca inter fixa. Neste caso que permite diminuir o peso do balde cheio de água, que se puxa do fundo do poço.
Constituída por um poste vertical enterrado no chão que é encimado por uma forquilha, onde se coloca a vara, fixada no eixo. Esta vara numa extremidade tem o contrapeso, também este aí fixado, constituído por pedras. No outro extremo tem outra vara, pendurada na vertical, fina e comprida, possível de ser segura entre as mãos. Esta por sua vez tem na ponta inferior uma argola onde se pendura o balde. O contrapeso deve ser tal, que não seja muito custoso levantá-lo, quando se desce o balde vazio, até ao fundo do poço, mas que na situação inversa, seja suficiente para de facto ajudar a retirar o balde cheio de água do poço até à superfície.
 
Horta  resistente
 
Próximo da fonte velha temos, talvez, a única horta resistente, tanto como os seus donos, também eles, dois resistentes: O Sr. Abel e D. Rosa. Encontramo-los lá, exactamente a tratar dela.
Enquanto o senhor Abel tirava a água com a picota a senhora Rosa regava.
 Parabéns aos dois e boa saúde para continuar!
 
    
 
 Horta é o resultado do cultivo de hortaliças e legumes.
O objectivo deste post é somente mostrar como era retirada a água de um poço de pequena profundidade,  com o fim de regar as hortas que existiam em Sarzedas do Vasco.
 
 
            
 
 
publicado por Sir do Vasco às 23:28

 

 

S.JOÃO E S. PEDRO
 
De novo a prima Fátima e as suas irmãs puseram mãos à obra e fizeram arcos para as fontes, nos dias (são colocados na véspera à noite)  de veneração destes Santo Populares.
 
Contra a melancolia lutar, lutar!
 
A fonte velha, um conjunto de cravos e um poema à fonte e à água.
    
Solteira no pensamento,
Solidária na missão,
Dei-vos sempre o alimento
Em partilha e união.
 
Uns foram outros ficaram,
Alguns foram e voltaram
e com eles me transportaram
com amor e gratidão!
 
Solidária Castanheira
Veio aqui me deu a mão.
O rosto me lavaram
Por altura do S. João.
 
Comovida eu fiquei
Com tanta consideração,
Dou-vos agora este cravo  
No dia de S. João!
 
Um convite aos visitantes, para que levem um cravo.
Um apelo ao respirar do ar puro no lugar,
A ouvir o múrmur da água no regato!
E os pássaros a cantarem nos silvados!
 
Visite o local, beba um copo (de água), beba com a ajuda da mão. (Antigamente bebia-se com a ajuda do pecíolo da folha de aboboreira que era oco ou com a própria folha enrolada em forma de copo.)
 
Visite o local da Fonte Velha, descanse um pouco à sombra, recomponha-se, deixe a tristeza para lá, porque como as primas lá deixaram escrito:
 
 
“O que importa é partilhar, sorrir, brincar e deixar a alegria entrar! 
 
E... ...        Ser Feliz!”
 
 

   Arco de S. João na fonte nova             Arco de S. João na fonte nova           

Fonte nova com arco de S. João 2008 e quadro com poemas alusivos aos Santos Populares e à aldeia.

 

 

      Veja mais fotos em:   http://fotos.sapo.pt/sirdovasco 

                                e em:   http://www.panoramio.com/user/572301

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 17:25

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