Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

15
Fev 08
Sarzedas de s. pedro
teve mala de correio
 
Primeiro no estabelecimento do Sr. João Fernandes, num prédio de xisto à vista, que se situa em frente à capela de S. Pedro, passou depois para a mercearia do Sr. Lourenço,  que ficava numa habitação, que também ainda existe, por detrás da referida capela. Destes dois locais de comércio não temos qualquer recordação, apenas ouvimos contar aos mais antigos. Mais tarde, passou para a mercearia do Sr. João, conhecido por João da Feteira. Em qualquer destes sitios, a mala era aberta pela manhã, quando chegava, e ali iam as pessoas, levantar a sua correspondencia. Do mesmo modo à  tarde iam lá entregar  a que pretendiam  que seguisse na volta do correio para o seu destino. A mala era fechada e levada ao carro do correio.
 O carro do correio passava apenas na Ervideira. Todos os dias de manhã a Ti Maria Delfina ou o Ti Zé Simões iam lá receber a mala e à tarde entregá-la.
Hoje 12 de Fevereiro de 2008, uma das televisões nacionais no seu noticiário da hora de almoço mostrou uma povoação no Norte de Portugal onde o correio é distribuído numa mercearia.
Isto fez-me lembrar como era feita a distribuição do correio na Sarzedas do Vasco, até à introdução do Código Portal no final dos anos setenta do Séc.XX. Na Sarzedas do Vasco que pertence ao concelho de Castanheira de Pêra a distribuição fazia-se por Vila Facaia, do vizinho concelho de Pedrógão Grande.
Em Vila Facaia não havia posto dos CTT.
Era a Mercearia do Sr. António Rosa que recebia a mala do correio e era dali que o carteiro (o meu primo Anacleto) partia de mala às costa na sua bicicleta, sua dele, não dos serviços como acontece hoje, para a volta da distribuição da correspondência. Distribuição e recepção, isto é, também  a ele se entregavam as cartas que se queriam enviar e os respectivos dez tostões para o selo. Parece que não era sua obrigação receber cartas para enviar, mas sempre teve essa amabilidade perante todos.
Aos domingos não havia distribuição porta a porta pelo carteiro, mas havia distribuição de malas. O carro do correio que vinha de Coimbra de manhã, fazia a volta que depois de Figueiró ia à Lameira, a Vila Facaia, Sarzedas de S. Pedro, Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e terminava em Pedrógão Pequeno. À tarde fazia o percurso inverso.
Sarzedas de S. Pedro, Balsa, Souto Fundeiro e Ervideira, tiveram mais tarde  distribuição por carteiro, vindo de Castanheira.
No final da década de setenta do século passado, quando foi introduzido o código postal, a distribuição, na Sarzedas do Vasco, passou a ser feita, também, por Castanheira.
Mas até principio dos anos setenta, Sarzedas de S. Pedro teve mala de correio própria. Quem enviasse cartas para residentes nestas aldeias bastava colocar no endereço o destinatário, Sarzedas de S. Pedro - Via Coimbra. De qualquer parte, a carta viria cá ter.
 
 
FOTOS:
- Local onde existiu o estabelecimento do Sr.João Fernandes 
- Casa que pertenceu ao Sr. Lourenço
- No lado direito foi o ùltimo local onde funcionaram os correios em Sarzedas
publicado por Sir do Vasco às 01:11

02
Fev 08

NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS

Todos os anos no dia 2 de Fevereiro se venera a Senhora das Candeias.

A Senhora - das Candeias, da Luz, da Candelária, da Alegria, da Assunção, da Conceição, dos Remédios, dos Prazeres, das Dores, etc. etc. A Senhora é sempre Nossa Senhora, Mãe de Deus, que no imaginário católico assume diversas figurações.
Em muitas regiões do nosso pais  celebra-se hoje esta tradição.

Várias romarias, com variações do nome de Nossa Senhora.

 

Ouvia dizer aos mais antigos habitantes de Sarzedas do Vasco:

Se o candil vier a rir está o Inverno para vir, se ele vier a chorar, está o Inverno a passar!

 

Este ano 2008 "o candil" está mais a rir, isto é tem estado Sol entre boas abertas e não choveu. Sendo assim, se a tradição se cumprir, haverá ainda muita chuva para vir.

Bastante falta faz!

Outros modos do dito popular:

Se a Senhora das Candeias rir, está o Inverno para vir!

Se a Senhora das Candeias chora, está o Inverno fora!

Se a Senhora das Candeias ri e chora, está o Inverno meio dentro meio fora!

 

NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS, PORQUÊ?

Segundo o preceito da lei moisaica, a mãe ficava impura após o nascimento do seu filho e fazia parte da purificação da mulher o acto da apresentação da criança no templo, ou seja apresentação na luz, à luz da sabedoria divina, da criança após o seu período de quarentena, de "resguardo" como ainda recentemente se usava na terminologia popular.

 
Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, 40 dias após o Natal, a 2 de Fevereiro apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus.
 
Num antigo costume romano, o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira do Império dos Mortos. Esta tradição estava tão arraigada, que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo.
 
Como aquela festa sempre caia no dia 2 de Fevereiro, data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria, o papa Gelásio (492-496) procurou adaptá-la à celebração cristã, para isso, resolveu instituir um solene cortejo nocturno, em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios, candelas e candeias e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora, passando o termo, na devoção popular, a especificar a invocação de Maria - Nossa Senhora da Luz, das Candeias ou Candelária.
Na liturgia actual a solenidade denomina-se "Apresentação do Senhor", mantendo-se antes da missa a tradicional bênção de velas e procissão.
publicado por Sir do Vasco às 16:30

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