Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

26
Jul 07

RESTAURAÇÃO DA FONTE VELHA

 

A Câmara Municipal de Castanheira de Pera, a pedido de alguns munícipes desta aldeia, mandou restaurar a Fonte Velha. Foi construido um muro que impedirá as águas da barroca, em momentos de cheias, inundarem e entulharem a fonte e o tanque. Tudo indica que o local virá, de novo, a tornar-se aprazível.  

Obras de restauro da Fonte Velha

Desde tempos recuados que as sobras da água desta fonte e mais alguma que se juntava vinda da barroca (imagem da esquerda), servia para regar os campos, a jusante, desde este local até ao Porto da Vila.

A água era contada, isto é, cada proprietário tinha direito a umas tantas horas, suficientes para regar o seu terreno. Quando terminasse passava para o proprietário seguinte.

A contagem era feita de Sol a Sol, quero dizer, desde o nascer do Sol  até ao seu ocaso. Durante este período de tempo ninguém mais poderia usufruir da água, a não ser os chamados "donos da àgua" nas suas  horas. No entanto, depois do Sol posto era permitido fazer pequenas regas, normalmente com "aguadouro" ou regador.

A principal cultura era o milho, este aguentava-se cerca de quinze dias até a contagem dar a volta.

Mas faziam-se outras pequenas culturas, normalmente junto ao rego da água. Semeavam-se: feijão, couves, pepinos, tomates, pimentos, batatas, cebolas, etc. enfim todo um conjunto de primeiras necessidades dos seus donos. Estas hortaliças e leguminosas precisavam de regas em intervalos de tempo mais curtos pelo que tinham de ser regadoas muitas vezes de noite.

 

Com a actual restauração deste espaço foi tapada  a entrada por onde os sobejos da água seguiam para regar. Considerando que actualmente ninguém utiliza este sistema de rega aceitamos o restauro como está. Gostariamos, no entanto, de deixar aqui registado, que não abdicamos deste direito e uso antigo. Se por algum motivo for preciso regar os campos a jusante, com os restos desta água, teremos de  devolver à origem a entrada do rego. Julgamos  que qualquer proprietário tem esse direito.

publicado por Sir do Vasco às 00:36

07
Jul 07
 ÁGUA DE SETE NASCENTES
Hoje 07-07-2007, data que não se repetirá, e que vai ficar na história pela eleição das contemporâneas “seta maravilhas do mundo”.
 
O sete é o número que se apresenta com maior coincidência em todas as ocorrências do universo.
 
Sete foram os monumentos do mundo antigo que foram consideradas as sete maravilhas do mundo.
Pirâmides de Gizé
Jardins Suspensos da Babilónia
Estátua de Zeus em Olímpia
Templo de Ártemis em Éfeso
Mausoléu de Halicarnasso
Colosso de Rodes
Farol de Alexandria
 
A Bíblia está cheia de referências ao número sete, desde Noé que levou sete casais de cada espécie animal; Jacob que serviu Labão sete anos por cada filha…; sete anos de fartura e sete anos de miséria no Egipto, simbolizados por sete vacas gordas e sete vacas magras…
Deus criou o mundo em sete dias.
Sete são os dias da semana; sete as notas musicais; sete pecados capitais; sete virtudes humanas; sete sacramentos; sete dons do Espírito Santo.
Há ainda as sete cores do arco íris; o gato que tem sete vidas; o bicho de sete cabeças……etc. etc.
Sete são os números romanos: I – 1
                                            V – 5
                                            X – 10
                                            L – 50
                                            C – 100
                                            D – 500
                                            M – 1000
E poderíamos continuar…
Mas afinal eu quero falar de Sarzedas do Vasco e vem a propósito, lembrar que antigamente muitas eram as mesinhas e receitas caseiras para as enfermidades, moléstias ou quaisquer maleitas que na hora menos pensada atacavam sem avisar. Era aqui que num misto de fé e “medicina tradicional” surgia a água de sete nascentes. Esta, como o nome indica, não era mais nem menos que uma mistura de água, colhida em sete nascentes diferentes. Por exemplo fonte nova, fonte velha, mina do Vale da Vinha, Porto da água Benta (porque é que se chama Porto da Água Benta?) e outros. Tinha de ser colhida em dia de S. João antes de nascer o Sol. Acreditava-se no poder benéfico desta água, que podia ser utilizada simples ou fervida com ervas aromáticas ou misturada com outros ingredientes como o mel. Tomada então pelo doente esperava-se que surtisse algum efeito benigno na pessoa.
 
PORTO DA ÁGUA BENTA
 
Nos Covões de Cima existia uma represa (e deve existir ainda debaixo das silvas) onde se guardava a água durante algum tempo e especialmente de noite para regar as hortas até ao Porto Pereiro. Mais uma vez numa manifestação de fé, em dia de S. João, eram levados os rebanhos até lá, onde eram aspergidos com alguma dessa água no sentido de invocar as virtudes do santo para a protecção dos animais. Apesar da água ser de características vulgares, foi fácil que a partir deste uso, passasse a ser Porto da Água Benta. (O que digo aqui, sobre o Porto da Água Benta, faço-o pelo que ouvi contar, porque já não é do meu tempo nem da minha lembrança, ver lá “benzer” os rebanhos).
 
 
 
publicado por Sir do Vasco às 21:34

03
Jul 07

A tradição ainda é o que era!

No dia de S. João (24 de Junho de 2007)as fontes da Sarzedas do Vasco, tiveram bonitos arcos de flores!

A fonte velha, teve direito a uma limpeza que o Primo Aquiles e o primo João fizeram. Removeram a vegetação e os lodos  que a escondiam totalmente.

As primas Conceição, Rosinda, Helena e Fátima, que fizeram o arco de S. João para a fonte de baixo, lembraram-se  que também a fonte velha merecia um... e cá vai disto! 

Eu aproveitei para disparar a máquina...

O resultado vê-se nas fotos que se seguem.

 

        

    

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 23:46

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