Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

04
Set 13

 

FESTA DE S. PEDRO 2013

 

Não se entenda esta humilde opinião como “deita abaixo” mas apenas a constatação dos factos  e que ela possa servir de mote para reflexão e possível melhoria de situações.

Deixamos dois  pequenos clipes  no Youtube e cada um tire as conclusões que mais lhe aprouver.

 

 https://www.youtube.com/watch?v=Hzv5884OvnA

 

 https://www.youtube.com/watch?v=xxvJpOsRFpU

 

Os tempos são outros e a tradição, confirma-se, já não é o que era.

Haverá quem discorde e dirá:

A tradição cumpriu-se, fez-se a festa de S. Pedro à semelhança de anos anteriores, o Sr. Padre celebrou a missa, organizou-se a procissão, houve rancho folclórico, houve música com muitos decibéis, tal como em anos anteriores, …   …    etc. … …  etc.

 

Longe vai o tempo em que o som era atirado para as campânulas colocadas na torre e onde conversar no arraial era possível. Agora é para rebentar os tímpanos! Talvez por isso os forasteiros  sejam cada vez menos.

 

Uma Procissão deve ser uma manifestação de fé.

 

Procissão (provém de procedere, "para ir adiante", "avançar", "caminhar") é um corpo organizado de pessoas caminhando de uma maneira formal ou cerimonial.

No catolicismo, normalmente acontecem em devoção a um santo (ou santos) ou à Santissíma Trindade, onde se faz transportar as imagens de Jesus Cristo, de Virgem Maria ou de santos pelas ruas da localidade em festa.

As procissões podem possuir um significado profundo para os fiéis e simbolizam a caminhada de oração do Povo de Deus, em comunidade, rumo à casa do Pai (Deus). Caminhar tem um sentido teológico muito caro aos cristãos: a Missão. Sair de sua casa, deixar seus familiares, para anunciar o evangelho, levar a imagem do santo pelas ruas significa espalhar as bênçãos que a fé proporciona.       In Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

A procissão do S. Pedro deixou de ser, ano após ano, a tradição que era.

De manifestação de fé passou a martírio.

O itinerário é enorme, pessoas que defendem a volta da procissão pelo  fundo do lugar, não participam nela e estão  à janelas de suas casas a vê-la passar.

Uma procissão desprovida de um modo geral de pessoas, desprovida especialmente de homens, desprovida de andores.

Ninguém veste opas para pegar nos andores.

As lanternas seguiram  apagadas.

Nossa Senhora de Fátima não mais transportou o ouro que tem, durante a procissão, especialmente o cordão de ouro com medalha que Maria da Conceição Eiras lhe ofereceu em 1963.

Os santos “perderam” os mantos que “vestiam” no dia da festa.

As tradicionais duas filas de pessoas deixaram de se formar. As poucas pessoas seguem num zigzaguer impróprio, alguns ainda movidos pela fé, outros pelo gosto de participar e ambos com cara de martirizados.

Uma procissão não deve ser um martírio.

 

Parece ser importante rever algumas situações, nomeadamente o itinerário da procissão, para que possamos reviver a tradição.

O “celebre” Padre Carlos, que paroquiou em Pedrógão Grande, disse a certa altura numa homilia: ”Se não quiserem rezar, não rezem, mas ao menos benzam-se bem, quando se benzerem façam uma cruz perfeita e perpendicular, não vale a pena benzerem-se na diagonal!”

 

Não vamos falar na falta de foguetes, que davam sempre um ar de festa, porque isso é um mal geral, dado que o Governo do Senhor engenheiro, acreditou que os foguetes eram os causadores dos incêndios e proibiu o seu lançamento,   … afinal os incêndios continuam e em força.

Há a realçar que o próprio S. Pedro se lembrou da Sua festa e enviou bom tempo, o que já não acontecia há uns dois ou três anos.

Deixamos um voto de apreço e gratidão a todos quantos voluntariamente contribuíram para a realização desta romaria, realçando o facto de terem contratado uma banda filarmónica, o que também já há muitos anos não acontecia.

.

publicado por Sir do Vasco às 00:09

3 comentários:
Quem crítica tanto porquê nÃo a faz criticar é fácil fazer é difícil
graça antes a 20 de Setembro de 2013 às 18:57

Haverá sempre pessoas que quando falamos de coisas de facto feitas, hão-de sempre entender que ambições de melhoria são críticas.
Lá para os meus lado acontece o mesmo.
E nem se trata de fazer, porque fazer e agir nem é assim tão difícil. Quem está dentro duma Comissão de Festas (falo por experiência), sabe bem o que é imperfeito, o problema é que basta um elemento não querer mudar nada, para nada melhorar. Uma procissão e andores são disso um exemplo. As coisas só mudam para melhor com uns a darem e a aceitarem ideias, outros tempo, outros esforço físico, outros apoios financeiros, outros ainda de tudo um pouco.
Fez aqui uma crítica bem construtiva! Os meus Parabéns e um abraço,
Paula (blog dos forninhenses).
aluap a 4 de Dezembro de 2013 às 23:47

Muito obrigado pelo seu comentário.
Parabéns pelo "blog dos forninhenses" que passarei a visitar sempre que possivel.
Gosto dos temas que conta. havendo muitos usos e costumes comuns a várias zonas do país. As papadas de linhaça são um exemplo que a minha avó sabia fazer.
Boa continuação, um abraço.
Armando Eiras
Sir do Vasco a 14 de Dezembro de 2013 às 21:44

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