Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

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Dez 10

COISAS COMTEMPORÂNEAS...!!!...???...

Popotas,  leopoldinas, arredondamentos!

Grandes jogos de futebol “solidários” cujas receitas ajudam vítimas de grandes catástrofes!  

Banco alimentar contra a fome! Neste caso quem também têm fome é o Governo, porque leva 21 e vai passar a levar 23% da bondade dos “caridosos”.

Porque é que os jogadores que ganham e estoiram rios de dinheiro não dão directamente do seu?  Eles é que ficam com a imagem de “solidários” mas não gastaram um cêntimo do deles!

Já sei, já sei! Só paga quem quer! Vale mais isto do que nada! Se não for assim não há incubadoras nas maternidades! Devemos fazer o bem sem olhar a quem, etc. etc. Mas ainda assim,  porque é que o Modelo,  Continente e Worten  não oferecem directamente dos seus fabulosos lucros já que  são eles que ficam “bonitos” e são eles que têm os benefícios fiscais? E quanto gastam em publicidade desnecessária?

Todos praticam a caridadezinha!

Todos ganham! Mas o que está em causa é a honestidade moral na obtenção das verbas doadas! Pedem-nos "apenas" dois euros e fazem-nos o favor de dar um para a caridade.

Ajude quem pode, mas desinteressadamente!

Não gosto deste Natal!

 

COISAS ANTI NATAL

Todos sabemos que continuam a existir listas de espera para vários tipos de operações cirúrgicas em hospitais públicos.  

Não vimos aqui discutir a legalidade do aborto.

Queremos apenas questionar a honestidade moral para gastar dinheiro público  nesse e em outras  intervenções, como seja a mudança de sexo.

Porque é que se há-de permitir gastar dinheiro público para fazer abortos no SNS?

Por nós podem fazer quanto abortos quiserem, legalmente, mas não com o dinheiro dos impostos que nos levam! 

Há maiores necessidades em lista de espera! 

Quem quiser fazer aborto que o pague! 

Tomar a pílula, usar preservativo ou fazer planeamento familiar fica mais barato, ainda que pago pelo Estado!

 

 

 

 

 

COISAS DE ANTIGAMENTE

São mais genuínas, ainda que haja interesse de alguns e "alguéns" em fazer desaparecer...eles são disfarçados de ASAE's, eles são Uniões Europeis... e mais...interesses...   ...   ...   ...

 

Sabem o que é um CHAMBARIL? E um bumerangue?

Quando em criança e adolescente vivemos “in loco” as tradições de Sarzedas do Vasco, não imaginávamos, nem de perto nem de longe, que no outro lado do mundo, na Austrália, os povos primitivos usavam um utensílio feito de madeira, porventura tão tosco como um chambaril.

Um bumerangue é a arma de arremesso. Um chambaril é um utensílio de pau que se enfia nas jarretes do porco para o dependurar quando da matança. A única coisa que têm em comum é a forma curva e o facto de ambos serem feitos em madeira.

  

 

 

 

 

A MATANÇA DO PORCO

Há muitos anos atrás, realizava-se no mês de Dezembro, próximo do Natal. Todas as famílias matavam um porco e algumas mais numerosas matavam dois.

Comprado provavelmente na feira  de Santa Catarina, (eventualmente em Figueiró, Pedrógão ou num vendedor ambulante que passava pela aldeia, com uma velha "peugeot" ou "bedford" de caixa aberta carregada de leitões), era alimentado durante um ano e via a sua dieta reforçada nas últimas semanas de modo a que engordasse e ficasse luzidio e com óptimo aspecto para o grande dia. Grande dia para os dono, porque para o animal… era a desgraça!    Começava por ficar sem lanche e sem ceia na véspera para que no outro dia tivesse a tripa limpa. De manhã cedo levava o golpe fatal! Manhãs fria e por vezes chuvosas o que neste caso, complicava sobretudo a chamusca, (acto de queimar os pelos do bicho com carquejas secas).

Não sendo tradição apenas na nossa aldeia, está cada vez mais a desaparecer. As razões são várias e sobre as quais, não nos vamos agora debruçar. Não sabemos mesmo se actualmente ainda haverá em Sarzedas do Vasco quem mate o porco.

Não tendo qualquer registo fotográfico desta actividade, deixamos aqui umas fotografias retiradas da Net e outras cedidas pelo  amigo e colega Rui André, que enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Abrantes, não se poupou a esforços para manter esta e outras tradições da sua terra.  

Momento fatal: A sangra!                      in        http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/

A chamusca: acto de queimar os pelos    in         http://pardieirosonline.blogspot.com

Chamusca com carqueja seca             in            http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/ 

Chamusca actual com maçarico   in  http://www.flickr.com/photos/fer-ribeiro/3106689904/

O porco já limpo fica pendurado com ajuda do chambaril.

  in                   http://risodalma.blogspot.com/2009/11/3-dias-de-matanca-do-porco.html

O chambaril na Maljoga, (aqui perto entre Sertã e Proença) por acaso é de ferro

in           http://clientes.netvisao.pt/jmatafer/web_maljoga/jornal/boletim_main_04.htm

Matança em Rio de Moinhos - Abrantes

Rio de Moinhos- Abrantes. Anos sessenta séc XX

http://rmvandre.skyrock.com/
 

 

 

 

 

FILHÓS DA MINHA AVÓ

1Kg de farinha sem fermento

100 gr de açucar

8 ovos

3 colheres de sopa de aguardente

1/2 colher de sopa de canela

1 limão

50 gr de fermento de padeiro

sal qb

leite

 

Misturam-se primeiro os ovos com a farinha até fazer massa homogénea. A massa deve ficar algo dura. Misturam-se  depois o resto dos ingredientes incluindo o fermento diluido num pouco de leite. bate-se durante uns minutos até fazer bolhas. Se estiver mesmo dura pode juntar-se mais leite. Ficam a levedar durante uma hora. Serão depois modelados à mão e fritos em óleo bem quente. Deve molhar-se os dedos em óleo para a massa não se lhes pegar. Podem ser polvilhados com açucar e canela.

 

 

publicado por Sir do Vasco às 20:27

1 comentário:
Parabéns caro Armando pela sua maneira de contar as coisas antigas da nossa Sarzedas do Vasco. Ao lermos os seus textos, contando como se vivia antigamente na nossa aldeia, isso nos faz reviver o que nós passamos há muitos anos, trazendo-nos uma saudade muito grande. Para quem é mais novo também é bom conhecer como foi a vida de seus antepassados. Continue assim amigo Armando, contando histórias (verdadeiras) da nossa Sarzedas do Vasco. É muito bom. Meu grande abraço, SALVADOR
Salvador da Sila Tomaz a 21 de Dezembro de 2010 às 00:56

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