Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

17
Dez 10

EM CONSTRUÇÃO

 

LENGALENGA  (PATRIMÓNIO ORAL)  

É uma estória mais ou menos longa e fastidiosa, por vezes repetitiva que fala de tudo e não conta nada, com repetições de frases com algumas rimas, que foram passando oralmente, de geração em geração,  e muitas vezes associadas a jogos ou brincadeiras de crianças.

Existiam não só em Sarzedas do Vasco mas  também em muitas outras aldeias portuguesas.

 

 

Era, não era, que andava lavrando

para o Ti Fernando.

Partiu por aí abaixo,

com os bois às costa e arado na mão.

Chegou lá mais abaixo

Encontrou uma amendoeira

Carregada de maçãs,     

subiu para cima dela

começou a colher laranjas,

veio lá o dono das peras e disse:

_Ó ladrão! Olha que os pêssegos ainda não estão maduros!

Ao saltar do valado,

se não fosse o cão negro  trabalhava o cajado!

 

                                                                Hoje dia 10 deAbril de 2011

é domingo de Lázaro

 

DOMIGO DE LÁZARO APANHEI UM PÁSSARO!

DOMINGO DE RAMOS DEPENEI-O!

DOMINGO DE PÁSCOA ALMOCEI-O!

COM DOIS INTERLOCUTORES -1 e 2

1- Indo eu por aqui abaixo,

2- E eu também!

1-Aos peixes com uma podoa,

2- E eu também!

1- Cheguei lá mais abaixo

2- E eu também!

1- Encontrei um burro morto.

2- E eu também!

1- Sete cães a comer nele,

2- E eu também!

1-Ai tu também estavas a comer no burro?!

 

 

JOGO DE CRIANÇAS

todos colocam as mãos de costas para cima umas ao lado das outras. Um passa a palma da mão pelas costas das outras mãos e diz:

Varre, varre, vassourinha.

Varre-me esta casinha,

se a varres bem dou-te um vintém, se varres mal dou-te um real.

Viram-se as mãos com a palma para cim e continuam ao lado umas das outras. Aquele que varria finge agora um murro em cada mão e diz:

Sola, sapata, rei e rainha,

vai ao mar buscar sardinha

para o filho do Luís

que está preso pelo nariz.

Salta a pulga na balança, dá um berro põe-se em França, os cavalos a correr as meninas a aprender, qual será o mais bonito

que se irá esconder?

Onde calhar o último murro esse vai-se esconder. Uma vez escondido fige bater à porta:

_Truz truz...

_Quem é?

_É o moleiro...

_Trás farelo ou farinha?

_Trago farinha!

_Então deixe-a aí que é minha.

Se responder:

_Trago farelo!

_Então fique com ele que é amarelo!

 

 

Lá vem o Sr. João Cavaleiro

com suas cabras derrabadas.

Quem as derrabou?

Foi o fogo.

Que é do fogo?

Anda no mato.

Que é do mato?

Roeram-no as cabras.

Que é das cabras?

Estão no curral .

Que é do curral?

Raparam-no as galinhas

Que é das galinhas?

Estão a por os ovos.

Que é dos ovos?

São para os padres.

Que é dos padres?

Estão a dizer a missa.

Que é da missa?

Ribeirinha abaixo,

Ribeirinha acima,

Lá na ponta da rabiça!

 

 

ADIVINHAS

 

À meia-noite se levanta o francês,

Sabe das horas, não sabe do mês,

Tem uma serra não é carpinteiro,

Tem esporas, não é cavaleiro,

Tem um picanço, não é pedreiro,

Escava no chão não acha dinheiro!

???

-----------------------------

Eu nasci sem dar trabalho,

Mas não sou para brincadeiras,

Lá no sitio onde moro tenho muitas companheiras.

Tanto viva como morta

Faço mal sem ter rivais

E se não me guardam respeito

Eu mordo filhos e pais!

???

 

 

POEMA À LINHA DO NORTE  (INCOMPLETO)

 

Adeus estação de Lisboa,

Para o Poço do Bispo é um salto

Eu vi Olivais no alto,

Sacavém é coisa boa

E à Póvoa fui dar à toa!

Ao longe Alverca avistei,

Vila Franca também vi

No Carregado me desci.

Pela Azambuja passei,

Via ponte do Reguengo

E a de Santana também

e o Vale de Santarém.

Santarém vi no monte,

Vale de Figueira de fronte,

Mato de Miranda a par

A Torres Novas fui dar

Parei no Entroncamento.

Pra Paialvo num momento,

Chão de Maçãs menos mal,

Em Albergaria eu me pus,

Vermoil aos catrapuz

Dei com os ossos em Pombal!

                                                                      

Lá vem o Francisco Coelho

Com seu barrete vermelho,

Sua espada de cortiça,

Que matou uma carriça.

A carriça deu um berro!

Toda a gente se espantou,

Só uma velha ficou,

Embrulhada num sapato.

A velha pariu um gato,

Deram-no  a S. Vicente,

S. Vicente não o quiz

Deu-te com ele pelo nariz!

 
publicado por Sir do Vasco às 09:17

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