Aldeia do concelho de Castanheira de Pêra, distrito de Leiria

06
Jan 12

UMA HIPÓTESE POR NÓS ALVITRADA  NUM POST ANTERIOR: A ENTREGA DA ESCOLA OFERECIDA POR CIPRIANO LOPES DE ALMEIDA AOS SARZEDENSES, À SOCIEDADE RECREATIVA UNIÃO SARZEDENSE.

A SOLUÇÃO NÃO É INEDITA.

EXISTEM VÁRIAS SITUAÇÕES JÁ CONCRETIZADAS.

AGORA FOI A VEZ DA CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM ASSIM PROCEDER TAMBÉM.

UM EXEMPLO QUE A CAMARA MUNICIPAL  DE CASTANHIRA DE PERA DEVE IMITAR.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 19:23

10
Dez 11

ESPECULAÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DA ALDEIA

 

Sarzedas do Vasco

Não existem palácios, palacetes, solares, nem brasões na verga da porta.

As construções parecem simplesmente  ter acompanhado a evolução, havendo uma ou outra que se distingue pelo tamanho ou pela aplicação pioneira de alguma técnica de construção.

Não conhecemos documentos que possam ajudar a compreender a formação desta aldeia. No entanto, se fizermos uma análise  a priori da disposição das habitações podemos verificar que existiu um núcleo aparentemente mais antigo, que se situa entre as fontes da Eira e do fundo do lugar.

As casas situadas entre a Quelha da Fonte (velha) e a  Quelha da Figueira, são de construção relativamente recente. A casa do visavô Manuel da Silva Eiras tinha uma inscrição na cantaria de xisto, na padieira, que provavelmente assinalava a data de construção, 1888.

A casa que foi do padrinho Armando, a da Dra. Rosa Maria e a que pertenceu ao avô Domingos, foram todas reconstruidas sobre outras mais antigas, bem como a dos primos Helena e José.

Em frente à fonte, espaço que pertence atualmente aos primos João e Rosinda existiu um “complexo habitacional” de duas ou três casas que foram habitadas em tempos, sendo apenas da nossa lembrança conhecer as ruinas e ouvir contar tal facto. Recordamos apenas uma delas, ainda com telhado, onde viveu a Tia Maria Helena, irmã da avó Conceiçã, antes de ir para as Baútas, Queluz. Lembramo-nos mais tarde de o Ti Manuel Simões (Barbeiro), salvo erro, ter o burro lá na loja e arrecadar a palha no primeiro andar. Esta casa desapareceu quando foi alargada a rua.  

Ao subirmos a rua até ao Largo da Eira, verificamos vários grupos de casas construídas em banda, geminadas como se diz agora. Encontramos algumas em ruina e alguns locais onde existiram casas que desapareceram, pressupondo construções muito antigas.

Observando as outras habitações da povoação fora desta zona, verificamos que são  separadas e independentes, construções mais elaboradas, o que nos leva a crer  que sejam mais recentes.

A matéria prima utilizada nas construções mais antigas foram sobretudo a pedra de xisto, à vista e a madeira. Isto é visível nas que ainda existem ou nas que estão em ruínas. Xisto e barro nas paredes, barroteamentos em madeira, de carvalho local ou castanheiro, cobertura em telha mourisca, árabe ou vulgarmente chamada de canudo, embora raramente, apreciam algumas lousas  em coberturas. Estas eram frequentemente usadas nos cobertores dos degraus das escadas muitas das vezes maciças, chamadas de "balcão" e outras em consolas não muito largas e por vezes faziam ainda a varanda exterior. Nos vãos mais largos, como sendo as padieiras de algumas portas, utilizavam-se grandes barrotes em vez de pedra devido à sua maior resistência ao esforço transverso em relação à pedra.

Mais tarde apareceram os rebocos com argamassa de areia e cal.

Na reconstrução de muitas delas foram aplicadas técnicas mistas em que foram mantidas as paredes de alvenaria de pedra, nas quais foram aberto sulcos verticais a fim de colocar pilares de betão e aço.

Só muito recentemente se aplicaram as novas técnicas de construção fazendo estruturas de betão e aço e alvenarias de tijolo.

publicado por Sir do Vasco às 23:32

09
Nov 11

A NOSSA ESCOLA

 

Como instituição, não chegou sequer ao mandato da Milu,(Senhora que esteve Ministra da Educação no penúltimo (des)governo PS, que conseguiu instituir "novas oportunidades" tanto para alunos como para professores... aqueles que "souberam" aproveitá-las e agora apesar da sua politica negativa e prejudicial ao Ensino Português tem o seu "job for the girl" nomeada por Sócrates, na Findação Luso Americana para o Desenvolvimento) tendo sido descativada já há vários anos, como tantas outras neste nosso Portugal.  O edifício, conhecido por Escola Nova, iniciou a sua atividade em 1929, tendo sido financiada a sua construção pelo ilustre Senhor Cipriano Lopes de Almeida, emigrante no Brasil e sendo dirigida a obra pelo seu irmão Manuel Lopes de Almeida. 

 

 

 

CIPRIANO LOPES DE ALMEIDA • Emigrou de Balsa – Castanheira de Pera, para o Rio de Janeiro – Brasil, onde exerceu actividades nos ramos de hotelaria e bares e ainda em Sapataria e extracção e comercialização de águas minerais. Dotado de grande capacidade e vontade de subir na vida, conseguiu uma boa posição financeira. Nunca se esqueceu da sua terra, devendo-se-lhe a construção da Escola das Sarzedas de S. Pedro, de obras na Capela na sua traça antiga, bem como o cemitério.

http://searascarlos.blogspot.com/2008/10/cipriano-lopes-de-almeida.html

Nos anos sessenta do séc. XX, os mais antigos, ainda faziam a diferenciação entre escola nova e escola velha. O edifício dito da escola velha, já nessa altura era pertença da família Morgado tendo nela vivido  a Sra. D. Élia e seu marido Sr. Isaltino.

 

Quando frequentámos o primeiro ano, primeira classe, na escola nova, no já longínquo ano de 1960, com sete anos de idade concluídos, integrámos uma  turma de quatro classes, num total de 42 alunos. Todos com menos de 14 anos. Nada mau!

Um aluno não foi autorizado a frequentá-la devido a ter ultrapassado a idade, visto que as aulas eram ministradas por uma professora. Leis! Teve de ir para Vila Facaia, porque lá lecionava um professor, o professor Afonso Lopes da Costa. Como nós íamos a pé para a Sarzedas do Vasco (não sabemos como conseguimos sobreviver a esta “injustiça” de ter de percorrer dois quilómetros todos os dia a pé, quer chovesse ou fizesse calor!) encontrávamo-lo muitas vezes no caminho. Outra “injustiça” era o facto de  não haver cantina, nós levávamos almoço, merenda, lanche, como lhe quisessem chamar, em lancheira ou simplesmente pão com conduto. “Traduzindo” isto para “linguagem” atual, alguns alunos levavam “packed lunch” e outros, os que viviam mais perto, iam almoçar a casa. Uns comiam melhor outros pior, havia quem almoçasse uma fatia de pão de milho com uma sardinha assada…

O edifício escolar não tinha água… essa era difícil! Podem imaginar! No saco do almoço ia normalmente um frasco de vidro (que “irresponsáveis” que eram os nossos pais enviarem-nos um frasco de vidro, junto com a comida!?) com algo que se bebesse: água, água com açúcar, chá…  e havia quem levasse vinho, ironia à parte e visto agora a esta distancia no tempo, concordamos que vinho não era ideal, mas era assim à época. A quantidade de liquido não era muita e quando o calor começava, tornava-se insuficiente, pelo que lá íamos todos em grande algazarra à fonte da Balsa, única fonte da Balsa ou da Sarzedas, única fonte da Sarzedas, beber mais uns goles. Quando chovia, algumas vezes bebíamos água da chuva. Havia lá um jarro onde a professora tinha água para as emergências.

O edifício não tinha instalações sanitárias condignas, existiam duas latrinas, uma para os elementos de cada sexo, que através dum cano expeliam diretamente para o exterior do recinto, para o pinhal, os dejetos, que ali ficavam a céu aberto.  Não havia papel higiénico, as folhas dos rascunhos, (não dos cadernos) das sebentas ou velhos jornais “pagavam as favas”. Não se lavavam as mãos, nem antes nem depois do “serviço”, nem antes nem depois de almoçar.

Os alunos que frequentavam a catequese recebiam através da Cáritas, de vez em quando, uma dádiva de: leite em pó, farinha de trigo e de milho, queijo (menos vezes). Já nessa época havia quem “pensasse muito” e como o objetivo era dar às crianças houve quem achasse por bem fazer distribuição com consumo imediato para que os pais não comessem (e se comessem????). Recordamos três tipos de entrega diferentes, sendo a mais comum, “toma lá e leva para casa”. No entanto a certa altura passaram a fazer a mistura do leite com a água e distribuíam diretamente às crianças que tinham de levar um copo de casa para o beber, neste caso a farinha e o queijo não eram distribuídos. Noutra época a farinha era entregue ao padeiro que confecionava os papos-secos, que levavam todos os dias de manhã à escola, distribuindo a professora, um para cada aluno. Este papo-seco era mesmo seco, dado que o queijo e o leite não o acompanhavam, mas creiam que tinha melhor sabor  que hoje em dia um pastel de nata ou um brigadeiro.

Não havia contínua, ou seja empregada na escola, mais tarde dita auxiliar de ação educativa e agora pomposamente assistente operacional, a professora e alunos tinham que se “virar”. Varríamos a sala e varríamos o espaço exterior. Para a sala a professora comprava uma vassoura de cabo, na loja da menina Alice, para o espaço exterior fazíamos vassouras de joinas que íamos cortar ao mato.

 

Independentemente das disposições legais relativas a este edifício e numa humilde e modesta opinião gostaríamos de ver uma melhor utilização do mesmo e que a sua degradação não se verificasse a cada momento. Ele foi oferecido ao povo da Sarzedas para que os seus filhos tivessem excelentes condições, na arte de aprender.

Por nós deverá continuar pertença do povo.

Não sabemos se voltará a ser Escola Primária ou do 1º ciclo, ou Básica ou que lhe queiram chamar, opinamos todavia, que deve ser utilizado em qualquer atividade cultural que o dignifique enquanto edifício de cultura, saber e aprendizagem que foi e que sabe-se lá… poderá voltar a ser.

Deve ser entregue ao Povo!

Mas quem é o povo? Há com certeza, quem saiba explicar melhor, quem pode representar o Povo da Sarzedas. Por nós acharíamos de bom grado que fosse entregue à Sociedade Recreativa União Sarzedense, que embora sendo uma entidade privada, tem muitas vezes, colocado  o seu património ao serviço do Povo.

Uma entrega para uso cultural sem a possibilidade de qualquer tipo de alienação.

Poderá ser sempre centro de cultura ou berço de aprendizes, ainda que seja “A VELHA ESCOLA”.

publicado por Sir do Vasco às 16:58

30
Ago 11

Já há umas semanas que a Fátima me enviou esta estória que passo a publicar, a qual me fez recordar e esvrevi a continuação que faço de seguida, relativamente ao mesmo burro.

 

O Burro da Prima Arminda

Teimosia ou Convicção

Tem história entre os da sua espécie.

Poderia ser um burro como outro qualquer, porem diferenciava-se da sua espécie pela sua “personalidade”.

Manhã cedo, a sua dona  engatava-o à carroça: esperava-o o prado, prado que já estava semeado, nesta altura, ia para a Cruz, esperava-o o engenho (Aparelho macânico de tirar água do poço).

Toda a manhã aí ia tirando a água com que a sua dona ia regando, outras vezes, no Porto Carro manhã alta, com sua dona, cansados e fartos de já tanto terem suado, mas de tarde e às vezes à noitinha era o mesmo fado.

De regresso a casa, no início da subida ao chegar à fonte do fundo do lugar (de Sarzedas do Vasco) o “burro” estancava. não adiantava falar, pedir ou suplicar, o “burro” não arrancava, só depois da sua dona ou alguém por ali, lhe ter dado uma “bolacha,”não era uma bolacha, era uma folha de couve, ou uma espiga de milho ou outro qualquer agrado. Aí sim depois de ter mastigado, subia até ao meio do lugar, onde por perto tinha o seu curral onde passaria a noite até ao dia seguinte e de novo voltar ao seu papel de “escravo”. Curiosamente observei várias vezes este “burro” em criança

E ainda hoje o recordo na sua dignidade.

Lisboa-13- de Julho-2011.

MARIA FÁTIMA S. H.

 

 

Sempre ouvi dizer "És teimoso como um burro" quando alguém se propõe a manter a sua opinião ou proposta ainda que todos vejam que não é ideal ou melhor, portanto apenas por uma questão de teimosia ou eventualmente medo de trocar de opinião.

Com um pouco de experiencia que tive, em lidar com burros, parce-me que estes simplesmente aprendem, com alguma facilidade o que lhes ensinam repetidamente.

O burro da Tia Arminda, um pouco antes de chegar à fonte fazia outra "avaria" sempre que a carroça custava a puxar devido ao peso da carga. A Tia Arminda empurrava a carroça na traseira, procurando ajudar o animal a subir a rua. Ao mesmo tempo tentava incentivá-lo com as cumuns frases de mandar andar os burro: "Arre burro!" "Força burro!" e entre estas e outras "Fora burro!". Esta era a sagrada ordem que quando o burro a ouvia, baixava a cabeça deixava saltar a canga do burnil e os varais caiam no chão. Ou seja desengatava-se da carroça. Era uma "tragédia" voltar a por o bicho dentro dos varais engatado, porque se o carro estava carregado não era fácil levantá-lo do chão. Por vezes a cena repetia-se mais que uma vez.

Estou em crer que "Fora burro" era de facto a ordem dada no momento de o desengatar. Mas como ele não era burro de todo, sabia corresponder no momento que lhe convinha, ainda que soubesse não ser ali o curral e que viesse a "reclamar" a tal folha de couve uns metros mais acima, antes do fim da viagem!

publicado por Sir do Vasco às 23:20

27
Jun 11

 

 

ARCOS DE S. JOÃO 2011
Mais uma vez a Fátima Henriques teve a disponibilidade para fazer os arcos e com eles enfeitar as fontes da nossa aldeia.

Enviou-nos estas fotos que publicamos aqui para que todos recordem esta tradição.

 

 

 

 

Na Sarzedas do Vasco era S. João o santo mais popular.

Não sabemos exactamente qual a razão de se fazerem arcos com flores para enfeitar as fontes. Em outras localidades parece ter havido despique entre as executantes, normalmente as raparigas solteiras, quando existiam várias fontes.

Aqui faziam-se  os arcos de S. João que se colocavam na fonte na noite de 23 para 24 e duravam até ao S. Pedro, sendo então substituídos por outros ou substituídas as flores, na noite de 28 para 29.

Não são da nossa lembrança as fogueiras solsticiais, denominadas fogueiras de S. João,  mas os mais antigos diziam que se faziam na Lomba.

Temos  lembrança dos bailaricos que se faziam nesta época.

Recordamos um pavilhão, o último pavilhão Sanjoanino (talvez 1957 ou 1958) debaixo duma grande carvalha já desaparecida, também na Lomba.

Nem mesmo na Sarzedas de S. Pedro, o nosso Santo Padroeiro, parece ter sido mais festejado em Junho do que o S. João. Também aqui este foi vivido mais intensamente, embora pudesse haver bailarico também pelo S. Pedro, noite de 28 para 29 de Junho. O último pavilhão remonta, sem querermos errar, ao ano de 1968.  Foi construído como os outros, debaixo duma carvalha que existiu no sito que agora faz parte do quintal do primo Aquiles e da prima Conceição. Estes pavilhões eram construídos debaixo das árvores para que tivéssemos sombra durante o dia, no caso do bailarico ser à tarde, e alguma protecção do relento no caso de ser à noite.

Toda gente sabe o que é um coreto, felizmente ainda existem muitos nas nossas vilas e aldeias, este local onde acontecia o bailarico popular, conhecido por pavilhão, era assim como um coreto. Um coreto circular assente na terra batida, de duração efémera, totalmente feito com madeira de varolas de pinheiro, forradas e enfeitadas com flores de papel de seda e com um grande mastro central.

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta imagem pode ajudar a entender o que é um "pavilhão de S. João", local onde decorria o bailarico popular.

Como já referimo é algo semelhante a um coreto mas assente no chão de terra batida.

Uma estrutura de madeira, com um mastro central,  saido da imaginação de quem o executou e decorada com papel de seda de várias cores, chorões e balões, cadeados, bandeirinhas,etc. tudo em papel.

publicado por Sir do Vasco às 00:14

24
Mai 11

 

O Rui André, de Rio de Moinhos, Abrantes, amigo e defensor das tradições da sua terra colocou no facebook um vídeo cujo tema é: “Armação do pinheiro da Amoreira”.

 

http://rmvandre.skyrock.com/2998170753-Armacao-do-Pinheiro-de-Amoreira.html

Um outro bloguista de Amoreira faz a explicação do que é a “Armação do pinheiro da Amoreira”. http://somosdamoreira.blogs.sapo.pt/

No dia 1 de Maio de 2011 ( Domingo) , mais uma vez se manteve a Tradição de no fim de semana da Pascoela se fazer a festa pagã da Armação do pinheiro,  onde coordenadamente as pessoas se juntam para içar um Pinheiro preparado previamente para o efeito.  Pinheiro esse que servirá para as pessoas tentarem subir e o primeiro que o subir receberá uma soma em dinheiro, um bacalhau e dois bolos de quilo em forma de ferradura. Para quem não sabe esta festa é uma variante da antiga festa do "Bôdo " onde para além do içar do Pinheiro também se matava um boi e a sua carne era distribuida pela população.Hoje em dia já não há boi mas é tradicionalmente distribuido tremoços e Vinho a todos os presentes  no recinto.

 

 

Assim fomos levados a relembrar mais uma vez algumas tradições.

Hoje em dia estas tradições são revividas de modo um pouco diferente. Apesar de as aldeias estarem cada vez mais despovoadas, são normalmente visitadas pelos filhos ausentes ou mesmo pelos já descendentes de segunda ou terceira geração. Vêm pelo Natal, pela matança do porco, pela Páscoa em  muitos "fins de semana" ao longo do ano. Pouco a pouco a melhoria das vias de comunicação rodoviárias e a aquisição de transporte individual  “automobilizado” por parte das pessoas, facilitaram as deslocações rápidas. O conceito de “fim de semana” começou a existir nos anos sessenta, com a dispensa dos militares durante o sábado e domingo, já que havia guerra, o Estado tentava matar dois coelhos com a mesma cajadada, dispensava os militares nos fins de semana, o que os aliviava um pouco do stress da tropa e poupava na alimentação.

Estamos em crer que muitos portugueses da cidade  e sem raízes no interior do país têm uma ideia de tradições e festividades populares porventura diferente  da realidade. Chegam-lhes imagens “vendidas” e distorcidas através das televisões, de festas e romarias como: a   Senhora a  Agonia, a Festa dos Tabuleiros, a feira de S. Mateus ou a feira do S. Martinho e de muitas outras.  A “cultura popular” fica muitas vezes nas barraquinhas de pseudo-artesanato, nas tasquinhas, no festival da sopa ou do chocolate, nos carnavais abrasileirados  que proliferam por todo país em  vilas e aldeias, apadrinhadas quase sempre pelas Câmaras Municipais.

A outra “cultura” também amplamente divulgada e promovida pelos governos e pelos grandes grupos económicos é a da telenovela, dos hipermercados, do megaconcerto, do futebol, da discoteca, do centro comercial aberto ao domingo (como é que nós conseguimos sobreviver até aos dias de hoje sem estas “necessidades”?). Quanto a nós isto pode ser “cultura de massas” mas de tradicional e popular no velho sentido da palavra, nada tem. A verdadeira cultura e tradição continua no povo das nossas aldeias. Este povo, ainda que mais “urbanizado” não abandonou, neste aspecto, tudo o que lhe veio dos antepassados.

Os jogos tradicionais e as festas populares eram antigamente a forma de diversão mais comum  das populações.

As festas tradicionais, geralmente associadas à memória de um santo, eram compostas de parte religiosa e parte profana.

Sendo ambas as actividades religiosas e profana variáveis, conforme as terras e os usos e costumes das gentes dessa região.

Alguns desses jogos  eram realizados também na nossa região:  corridas de sacos, corridas de burros para partir os púcaros de barro, corridas de cântaros, http://www.dailymotion.com/video/xeaoeu_corrida-de-cantaros-festa-do-soutoc_videogames ( Soutociclo, Leiria) jogo da malha, jogo do fito ou chinquilho http://www.youtube.com/watch?v=btgv6uFiOwE (aqui ao lado em Vila Facaia) do pião, o arco e a gancheta, a tracção à corda, etc.

Torneios de chinquilho ainda se fazem muitas vezes em muitos lugares e também em Sarzedas de S. Pedro. Quanto ao pião, parece que já não há rapazes que saibam “deitar o pião”.

A “pesca do bacalhau” é um jogo que nos lembramos de ter sido feito em algumas festas do S. Pedro. Mais recentemente, poucos anos atrás, ele existiu na festa da Senhora da Piedade.

Consiste em colocar um mastro de pinheiro, na vertical, espetado no solo, sendo atado na ponta, no cimo, um bacalhau, um garrafão com vinho e um saco com umas quantas  batata. Este é o prémio de quem conseguir subir o pau sem qualquer ajuda. Mas os primeiros dois ou três metros da base são ensebados para dificultar a subida. Então inventaram alguns truques para fazer desaparecer o efeito do sebo, com levar serradura nos bolsos para ir esfregando as mãos e estas não escorregarem e haver mais atrito entre o concorrente e o pau do mastro ou ainda fazer várias tentativas, ir limpado o sebo com o fato, até facilitar a subida.

 

 

sebo:  é banha de carneiro ou espécie afim, desfeita

publicado por Sir do Vasco às 11:06

02
Mar 11

 

Ontem, dia um de Março, um aluno veio perguntar-me se era o dia dos burros.

Respondi que não sabia, até porque se desse largas à conversa, provocaria ainda mais destabilização na aula e isso era o que menos me interessava de momento.

Achei curioso, há muitos anos que não tinha ouvido falar disso! De repente, mais uma vez, "fui" à minha infância e relembrei o quanto os rapazes  "chagavam" aqueles que cortavam o cabelo em Março. Outros evitavam cortar o cabelo neste mês exatamente por isso.  "Março é o mês dos burros". Afinal ninguém queria ser burro, até porque nesse tempo as "orelhas de burro" feitas de cartão e usadas nas escolas para envergonhar os menos estudiosos ou com dificuldades de aprendizagem, como se diz agora, estavam ainda na memória de todos. Era mais logico que se chamasse galinha a quem tinha dificuldades de aprendizagem... Já repararam que as galinhas não aprendem nada por muito que se lhes ensine?

Os burros afinal não são nada faltados de memória, são mais inteligentes que muitos outros animais!

Mas de facto, na nossa região, antigamente era hábito tosquiar os burros em Março, dado que o tempo começava a aquecer e os animais precisavam de andar frescos, para que se sentissem bem e tivessem força.

Encontrei um sitio onde dizem ser Maio o mês dedicado a estes animais pelo facto de as burras emprenharem neste mês indo parir no Maio seguinte visto o período de gestação ser de doze meses.

Pesquisando um pouco na net, há quem fale de Março e também quem fale do mês dos burros.

 

O mês de março (AO 1945: Março) é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses com 31 dias.

Março inicia (astrologicamente, não sideral) com o sol no signo de Peixes e termina no signo de Áries. Astronomicamente falando, o sol inicia na constelação de Aquarius e termina na constelação de Pisces.

Março no Hemisfério norte é o sazonal equivalente a setembro no Hemisfério sul. Por volta de 21 de março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte; é o equinócio de março, começo da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.

O nome "março" surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares.

O ano iniciava em 1 de março na Rússia até o final do século XV. O Reino da Grã-Bretanha e suas colônias continuaram a utilizar o dia 25 de março para iniciar o ano até 1752, no mesmo ano eles finalmente adotaram o calendário gregoriano. Muitas outras culturas e religiões ainda celebram até hoje o Ano-Novo em março.

Em finlandês, o mês é chamado de maaliskuu, que tem origem em maallinen kuu significando o mês terrestre. Isto é porque em maaliskuu a terra começa a aparecer sob a neve derretida.

Historicamente os nomes para março incluem o termo saxão Lenctmonat, dado ao equinócio. Os saxões também chamavam março de Rhed-monat ou Hreth-monath (devido a seu deus Rhedam/Hreth) e os anglos chamavam-no de Hyld-monath.

No calendário judaico, o fim de fevereiro e o começo de março é chamado de adar, o último mês, enquanto que o fim de março e começo de abril é chamado de nisã, e é considerado o primeiro mês.

 

 copiado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A7o

 

 

 Aqui se fala de burros:   http://agarramestespalos.blogspot.com/2006/03/o-ms-dos-burros.html

 

 

Datas Comemorativas do Mês de Março

 

 

(1º sexta feira do mês)Dia Mundial da Oração
05- Dia do Filatelista Brasileiro
07- Dia do Fuzileiros Navais
08- Dia Internacional da Mulher
10- Dia do Telefone
10- Dia do Sogro
11/03 – Dia do Motociclista
12 - Aniversário de Recife e Olinda
12- Dia do Bibliotecário
14- Dia do Vendedor de Livros
 14- Dia Nacional da Poesia
14- Dia dos Animais
15- Dia da Escola
15/03 – Dia Mundial do Desenhista
15- Dia Mundial do Consumidor
19/03 – Dia do Artesão.
19- Dia de São José
19- Dia do Carpinteiro
19- Dia do Marceneiro

20- Início do outono (Outono? Cá por mim sempre ouvi dizer que era a Primavera mas a 21)
21- Dia Universal do Teatro
21- Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
22- Dia Mundial da Água
23- Dia Mundial da Meteorologia
26- Dia do Cacau

27- Dia do Circo
28- Dia do Diagramador
28- Revisor
30- Dia Mundial da Juventude
31- Dia da Integração Nacional
31- Dia da Saúde e Nutrição
31- Aniversário do Golpe
31/03 – Dia da Integração Nacional

 

 

publicado por Sir do Vasco às 17:25

19
Dez 10

COISAS COMTEMPORÂNEAS...!!!...???...

Popotas,  leopoldinas, arredondamentos!

Grandes jogos de futebol “solidários” cujas receitas ajudam vítimas de grandes catástrofes!  

Banco alimentar contra a fome! Neste caso quem também têm fome é o Governo, porque leva 21 e vai passar a levar 23% da bondade dos “caridosos”.

Porque é que os jogadores que ganham e estoiram rios de dinheiro não dão directamente do seu?  Eles é que ficam com a imagem de “solidários” mas não gastaram um cêntimo do deles!

Já sei, já sei! Só paga quem quer! Vale mais isto do que nada! Se não for assim não há incubadoras nas maternidades! Devemos fazer o bem sem olhar a quem, etc. etc. Mas ainda assim,  porque é que o Modelo,  Continente e Worten  não oferecem directamente dos seus fabulosos lucros já que  são eles que ficam “bonitos” e são eles que têm os benefícios fiscais? E quanto gastam em publicidade desnecessária?

Todos praticam a caridadezinha!

Todos ganham! Mas o que está em causa é a honestidade moral na obtenção das verbas doadas! Pedem-nos "apenas" dois euros e fazem-nos o favor de dar um para a caridade.

Ajude quem pode, mas desinteressadamente!

Não gosto deste Natal!

 

COISAS ANTI NATAL

Todos sabemos que continuam a existir listas de espera para vários tipos de operações cirúrgicas em hospitais públicos.  

Não vimos aqui discutir a legalidade do aborto.

Queremos apenas questionar a honestidade moral para gastar dinheiro público  nesse e em outras  intervenções, como seja a mudança de sexo.

Porque é que se há-de permitir gastar dinheiro público para fazer abortos no SNS?

Por nós podem fazer quanto abortos quiserem, legalmente, mas não com o dinheiro dos impostos que nos levam! 

Há maiores necessidades em lista de espera! 

Quem quiser fazer aborto que o pague! 

Tomar a pílula, usar preservativo ou fazer planeamento familiar fica mais barato, ainda que pago pelo Estado!

 

 

 

 

 

COISAS DE ANTIGAMENTE

São mais genuínas, ainda que haja interesse de alguns e "alguéns" em fazer desaparecer...eles são disfarçados de ASAE's, eles são Uniões Europeis... e mais...interesses...   ...   ...   ...

 

Sabem o que é um CHAMBARIL? E um bumerangue?

Quando em criança e adolescente vivemos “in loco” as tradições de Sarzedas do Vasco, não imaginávamos, nem de perto nem de longe, que no outro lado do mundo, na Austrália, os povos primitivos usavam um utensílio feito de madeira, porventura tão tosco como um chambaril.

Um bumerangue é a arma de arremesso. Um chambaril é um utensílio de pau que se enfia nas jarretes do porco para o dependurar quando da matança. A única coisa que têm em comum é a forma curva e o facto de ambos serem feitos em madeira.

  

 

 

 

 

A MATANÇA DO PORCO

Há muitos anos atrás, realizava-se no mês de Dezembro, próximo do Natal. Todas as famílias matavam um porco e algumas mais numerosas matavam dois.

Comprado provavelmente na feira  de Santa Catarina, (eventualmente em Figueiró, Pedrógão ou num vendedor ambulante que passava pela aldeia, com uma velha "peugeot" ou "bedford" de caixa aberta carregada de leitões), era alimentado durante um ano e via a sua dieta reforçada nas últimas semanas de modo a que engordasse e ficasse luzidio e com óptimo aspecto para o grande dia. Grande dia para os dono, porque para o animal… era a desgraça!    Começava por ficar sem lanche e sem ceia na véspera para que no outro dia tivesse a tripa limpa. De manhã cedo levava o golpe fatal! Manhãs fria e por vezes chuvosas o que neste caso, complicava sobretudo a chamusca, (acto de queimar os pelos do bicho com carquejas secas).

Não sendo tradição apenas na nossa aldeia, está cada vez mais a desaparecer. As razões são várias e sobre as quais, não nos vamos agora debruçar. Não sabemos mesmo se actualmente ainda haverá em Sarzedas do Vasco quem mate o porco.

Não tendo qualquer registo fotográfico desta actividade, deixamos aqui umas fotografias retiradas da Net e outras cedidas pelo  amigo e colega Rui André, que enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Abrantes, não se poupou a esforços para manter esta e outras tradições da sua terra.  

Momento fatal: A sangra!                      in        http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/

A chamusca: acto de queimar os pelos    in         http://pardieirosonline.blogspot.com

Chamusca com carqueja seca             in            http://padornelo.blogs.sapo.pt/2005/11/ 

Chamusca actual com maçarico   in  http://www.flickr.com/photos/fer-ribeiro/3106689904/

O porco já limpo fica pendurado com ajuda do chambaril.

  in                   http://risodalma.blogspot.com/2009/11/3-dias-de-matanca-do-porco.html

O chambaril na Maljoga, (aqui perto entre Sertã e Proença) por acaso é de ferro

in           http://clientes.netvisao.pt/jmatafer/web_maljoga/jornal/boletim_main_04.htm

Matança em Rio de Moinhos - Abrantes

Rio de Moinhos- Abrantes. Anos sessenta séc XX

http://rmvandre.skyrock.com/
 

 

 

 

 

FILHÓS DA MINHA AVÓ

1Kg de farinha sem fermento

100 gr de açucar

8 ovos

3 colheres de sopa de aguardente

1/2 colher de sopa de canela

1 limão

50 gr de fermento de padeiro

sal qb

leite

 

Misturam-se primeiro os ovos com a farinha até fazer massa homogénea. A massa deve ficar algo dura. Misturam-se  depois o resto dos ingredientes incluindo o fermento diluido num pouco de leite. bate-se durante uns minutos até fazer bolhas. Se estiver mesmo dura pode juntar-se mais leite. Ficam a levedar durante uma hora. Serão depois modelados à mão e fritos em óleo bem quente. Deve molhar-se os dedos em óleo para a massa não se lhes pegar. Podem ser polvilhados com açucar e canela.

 

 

publicado por Sir do Vasco às 20:27

17
Dez 10

EM CONSTRUÇÃO

 

LENGALENGA  (PATRIMÓNIO ORAL)  

É uma estória mais ou menos longa e fastidiosa, por vezes repetitiva que fala de tudo e não conta nada, com repetições de frases com algumas rimas, que foram passando oralmente, de geração em geração,  e muitas vezes associadas a jogos ou brincadeiras de crianças.

Existiam não só em Sarzedas do Vasco mas  também em muitas outras aldeias portuguesas.

 

 

Era, não era, que andava lavrando

para o Ti Fernando.

Partiu por aí abaixo,

com os bois às costa e arado na mão.

Chegou lá mais abaixo

Encontrou uma amendoeira

Carregada de maçãs,     

subiu para cima dela

começou a colher laranjas,

veio lá o dono das peras e disse:

_Ó ladrão! Olha que os pêssegos ainda não estão maduros!

Ao saltar do valado,

se não fosse o cão negro  trabalhava o cajado!

 

                                                                Hoje dia 10 deAbril de 2011

é domingo de Lázaro

 

DOMIGO DE LÁZARO APANHEI UM PÁSSARO!

DOMINGO DE RAMOS DEPENEI-O!

DOMINGO DE PÁSCOA ALMOCEI-O!

COM DOIS INTERLOCUTORES -1 e 2

1- Indo eu por aqui abaixo,

2- E eu também!

1-Aos peixes com uma podoa,

2- E eu também!

1- Cheguei lá mais abaixo

2- E eu também!

1- Encontrei um burro morto.

2- E eu também!

1- Sete cães a comer nele,

2- E eu também!

1-Ai tu também estavas a comer no burro?!

 

 

JOGO DE CRIANÇAS

todos colocam as mãos de costas para cima umas ao lado das outras. Um passa a palma da mão pelas costas das outras mãos e diz:

Varre, varre, vassourinha.

Varre-me esta casinha,

se a varres bem dou-te um vintém, se varres mal dou-te um real.

Viram-se as mãos com a palma para cim e continuam ao lado umas das outras. Aquele que varria finge agora um murro em cada mão e diz:

Sola, sapata, rei e rainha,

vai ao mar buscar sardinha

para o filho do Luís

que está preso pelo nariz.

Salta a pulga na balança, dá um berro põe-se em França, os cavalos a correr as meninas a aprender, qual será o mais bonito

que se irá esconder?

Onde calhar o último murro esse vai-se esconder. Uma vez escondido fige bater à porta:

_Truz truz...

_Quem é?

_É o moleiro...

_Trás farelo ou farinha?

_Trago farinha!

_Então deixe-a aí que é minha.

Se responder:

_Trago farelo!

_Então fique com ele que é amarelo!

 

 

Lá vem o Sr. João Cavaleiro

com suas cabras derrabadas.

Quem as derrabou?

Foi o fogo.

Que é do fogo?

Anda no mato.

Que é do mato?

Roeram-no as cabras.

Que é das cabras?

Estão no curral .

Que é do curral?

Raparam-no as galinhas

Que é das galinhas?

Estão a por os ovos.

Que é dos ovos?

São para os padres.

Que é dos padres?

Estão a dizer a missa.

Que é da missa?

Ribeirinha abaixo,

Ribeirinha acima,

Lá na ponta da rabiça!

 

 

ADIVINHAS

 

À meia-noite se levanta o francês,

Sabe das horas, não sabe do mês,

Tem uma serra não é carpinteiro,

Tem esporas, não é cavaleiro,

Tem um picanço, não é pedreiro,

Escava no chão não acha dinheiro!

???

-----------------------------

Eu nasci sem dar trabalho,

Mas não sou para brincadeiras,

Lá no sitio onde moro tenho muitas companheiras.

Tanto viva como morta

Faço mal sem ter rivais

E se não me guardam respeito

Eu mordo filhos e pais!

???

 

 

POEMA À LINHA DO NORTE  (INCOMPLETO)

 

Adeus estação de Lisboa,

Para o Poço do Bispo é um salto

Eu vi Olivais no alto,

Sacavém é coisa boa

E à Póvoa fui dar à toa!

Ao longe Alverca avistei,

Vila Franca também vi

No Carregado me desci.

Pela Azambuja passei,

Via ponte do Reguengo

E a de Santana também

e o Vale de Santarém.

Santarém vi no monte,

Vale de Figueira de fronte,

Mato de Miranda a par

A Torres Novas fui dar

Parei no Entroncamento.

Pra Paialvo num momento,

Chão de Maçãs menos mal,

Em Albergaria eu me pus,

Vermoil aos catrapuz

Dei com os ossos em Pombal!

                                                                      

Lá vem o Francisco Coelho

Com seu barrete vermelho,

Sua espada de cortiça,

Que matou uma carriça.

A carriça deu um berro!

Toda a gente se espantou,

Só uma velha ficou,

Embrulhada num sapato.

A velha pariu um gato,

Deram-no  a S. Vicente,

S. Vicente não o quiz

Deu-te com ele pelo nariz!

 
publicado por Sir do Vasco às 09:17

08
Nov 10

 

MANUEL SIMÕES ANACLETO

Natural de Sarzedas do Vasco, não tinha irmãos, era primo direito do  avô dos irmãos  Manuel, José, Serafim e do ?   de apelido Simões e conhecidos por Barbeiro.

 

Foi casado com  Maria Rosa Helena Lopes. Viveu nesta aldeia que até 1914 pertenceu ao concelho de Pedrógão Grande. Desde esta data integrou o  então criado concelho de Castanheira de Pêra; comarca de Figueiró dos Vinhos; distrito de Leiria.

 

Esta Maria Rosa Helena Lopes era da Balsa e tinha cinco irmãos e cinco meios irmãos.

Os irmãos eram :

- Visitação que casou na Ribeira Velha, teve 4 filhos, sendo um padre, dois casaram na Moita e uma filha de nome Mª do Carmo que foi mãe do Morais (?) de Figueiró, já falecido e sem descendência.

- Mª do Carmo, mãe do Padre Nascimento, Manuel Nascimento (avô do Rui e Mário Nascimento e seus irmãos) e Piedade, mãe do Cursino (pai de Paula Cristina, médica no hospital dos Covões e João Manuel), Angelino, Fernando e uma menina que morreu cedo.

- Conceição, mãe do Cipriano Lopes de Almeida, (verhttp://searascarlos.blogspot.com/2008_10_01_archive.html) Manuel Lopes de Almeida ( Homenagem a Manuel Lopes de Almeida em  http://www.ocastanheirense.com/1838/noticias.html ) e outro irmão que casou com Mª da Graça da Balsa.

- Dois rapaz que foram para Beira Alta e… ???

Os meios-irmãos eram:

- Carolina, que casou na Moita. Teve dois filhos e uma filha de nome Carmita que casou com Albino Rodrigues.

- Mª Fernandes, mãe do António Fernandes “Coradinho” que foi guarda-rios, Conceição (casada com José Martins, pais do Manuel Fernandes casado com Juvenália, de Emília casada com Hortelim e de Martinha casada com Abel e que vive em Fafe), Piedade (mãe da Leonor) e do Hígino que foi para Troviscal.

- Amélia Lopes, mãe do Marcolino, casado com Prima Rosinda (pais de Eurico, Belinha e Manuela).

- Manuel Lopes do Troviscal.

- Abílio Lopes … … ?? Terá casado em Árgea, ( ...?) Torres Novas, onde teve uma olaria. Era conhecido por Balsas.

 

 

 

(Agradeço informação complementar envida pelo Fernando Fernandes através de comentério, em 11-11-2010.)

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA CONCEIÇÃO HELENA

Casou no Vale da Nogueira, com um viúvo 

CAROLINA

(foi para a Pevide

Vila Facaia)

EDUARDO

 

 

 

 

ROSALINA

 

 

 

 

LUISA (casada com António Carvalho

Da Alagoa)

DELMAR

(vive no Bombarral é colaborador do jornal “A Comarca”)

?

?

 

?

 

 

?

 

 

MANUEL

DOMINGUES

(Casal d’Além)

ALBANO

 

 

 

ROSALINA

(Casada com Manuel Oliveira do Pé da Lomba)

?

 

 

VALÉRIO DOMINGUES

(Casal d’Além)

HELENA

Falecida

 

 

 

 

ALBANO

(Casou nos Matos)

?

 

?

 

?

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

DOMINGOS ROSA

SIMÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MANUEL

(Foi para o Brasil, em Junho de 1984, vinha com a esposa para férias e faleceu)

ALBANO

SHEILA

MARCOS

RENATA 

 GUILHERME

 

LUIS

 

 

 

GISELA

ALBA VALÉRIA HENRIQUE

LÍLIAN

HENRIQUE

 

FERNANDA

 

 

 

 

 

 

ROSINDA

EURICO

 

 

 

ANABELA

 

 

 

MANUELA

 

 

 

 DORES

MARIA ALINE

 

 

 

SÁ SIMÕES DE ALMEIDA

MARIA NATÁLIA

(Casada com Dr. Antão do Troviscal)

DANIEL

 

 

ARMANDO, Faleceu em bebe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA BENEDITA, casado com irmão do Ti Manuel Simões (Barbeiro) e restantes irmãos 

CONCEIÇÃO (do pátio, casada com Adelino Henriques)

AIDA (falecida)

 

 

 

CONCEIÇÃO

(casada com Aquiles Oliveira da Salaborda Nova)

 

 

 

LEOPOLDINA

(Casada com Adérito)

VALÉRIA

 

 

ROSINDA

(Casada com João Simões do Vale da Nogueira)

ANTÓNIO JOSÉ

?

 

ROSA ISABEL

?

 

ANTÓNIO

 

 

 

HELENA

(casada com José Henriques)

 

 

 

ROSA (falecida)

 

 

 

FÁTIMA

 

 

 

DOMINGOS

SIMÕES

ANACLETO

Conhecido por Domingos da Quelha

MARIA LUISA

 ANA PAULA

(casada com Horácio da Alagoa)

?

 

CARLOS

 

 

MARIA ODETE

?

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MANUEL SIMÕES

 LOPES

MARIA FERNANDES

(Conhecida por Maria Coelha, por ser casada com José Coelho Nunes)

ALVARINA

(casada com António Simões neto do ti Manuel Barbeiro)

PAULA

INÊS

 

EDMUNDO

 

 

 

HUMBERTO

(falecido)

 

 

 

ALBERTINA

MARTINHA

PAULA

 

 

 

HUMBERTO

?

 

 

JOSÉ LOPES

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

PRECIOSA

ARTUR DINIS

HILÁRIO

MARISA

 

 

JOSÉ DINIS

RUI

(Casado com Domitilia da Balsa)

RUI

DANIEL

 

 

 

PEDRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FILHOS

NETOS

BISNETOS

TRINETOS

TETRANETOS

 

MARIA DA VISITAÇÃO HELENA,

casada com João da silva Eiras viveu na casa frente à fonte da eira

Sarzedas do Vasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALBANO DA SILVA EIRAS

Alagoa

 

 

 

 

 

MARIA ROSA

Solteira s/ filhos

 

 

 

ROSINDA

Solteira s/ filhos

 

 

 

VISITAÇÃO (c. c/ Manuel Alves)

DOMINGOS

 

 

AGOSTINHO

 

 

MANUEL

 

 

LÍDIA (c. c/ Manuel Barros)

LUÍS

 

RODRIGO

 

MANUEL DA SILVA EIRAS

Alagoa

 

 

DOMINGOS

(viveu em Vila Viçosa)

c. c/  Cesaltina ??

 

 

MARIA INÊS

?

 

MARIA DO CARMO

?

 

MARIA TERESA

?

 

JOÃO PAULO

?

 

PEDRO MIGUEL

?

 

 

MARIA ROSA (c. c/ José Simões) faleceu em finais de Agosto de 2009

 

JOSELITA

PEDRO MIGUEL

 

 

PAULO JORGE

 

CATARINA SOFIA

 

DOMINGOS DA SILVA EIRAS (c. c/ prima Maria da Conceição Eiras

 F. em 1970)

VISITAÇÃO DA CONCEIÇÃO EIRAS cc/ Álvaro Barros Simões, sapateiro do Casal d’Alem

 

ARMANDO EIRAS SIMÕES

DINA RAQUEL LEITÃO EIRAS cc/ André Lagarto, dos Açores

CAROLINA

n. em 14-06-08

 

FLÁVIO BRUNO LEITÃO EIRAS

 

ARMANDO DA SILVA EIRAS

s/ filhos F. em 29/05/2002

foi subchefe – ajudante da PSP ( c. c/ Maria Ângela, de Oliveira do Bairro).

 

 

EDUARDO DA SILVA EIRAS (c.c/ Arminda da Salaborda Velha) Falecido em _?_/06/98.

DOMINGOS (vive em Aveiro, dono da Frutaria Aveirense)

DOMINGOS

RUTE

 

 

RUI

 

 

RICARDO

 

 

MARIA ALICE

LILIANA

 

 

LAURINDA (c.c/ António Domingues)

Viveu na casa que era da mãe..

Não teve filhos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sir do Vasco às 22:59

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